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QUALIDADE – Internacional

15/06/2016

Febre do lítio: o petróleo branco

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Em meio à nuvem negra que paira sobre a indústria de mineração global, há um ponto brilhante e esperançoso: o lítio.

Este ano parece ser chave para a decolagem da produção desse metal, indispensável para o funcionamento de muitas baterias de carros elétricos e outros dispositivos de alta tecnologia, incluindo iPhones. Por isso, enquanto os produtores de petróleo lamentam seus infortúnios e as empresas de mineração tentam sobreviver ao naufrágio dos mercados, o setor de lítio vive bons momentos. O preço do lítio importado da China dobrou em dois meses, entre novembro e dezembro de 2015, atingindo US$ 13.000 por tonelada, de acordo com a revista The Economist.

Parte da euforia tem a ver com o anúncio do empresário Elon Musk no início deste mês sobre seu desejo de expandir a produção dos carros elétricos Tesla. Para produzir 500.000 veículos por ano, basicamente a empresa precisará absorver toda a produção de lítio no mundo.

E esse é apenas um dos concorrentes do mercado de carros elétricos, sem mencionar os produtores de pilhas para computadores e outros dispositivos eletrônicos, que também precisam garantir boas fontes de lítio.

Na América Latina, há razões para olhar com muito interesse essa corrida: três nações localizadas em uma espécie de "triângulo de ouro" do lítio concentram reservas importantes do metal. Argentina, Bolívia e Chile estão na mira da indústria mineira. Os três países agrupam cerca de 60% das reservas conhecidas de lítio, de acordo com estudos realizados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em Inglês). Isso levou a revista norte-americana Forbes a declarar há alguns anos que a área é a "Arábia Saudita do lítio", em uma referência à abundância de petróleo no país do Oriente Médio.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160422_litio_bolivia_if

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