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31/03/2018 10:48

A qualidade dos microdutos para telecomunicações

Da Redação

 

A NBR 16644 de 11/2017 - Sistemas de microdutos para telecomunicações estabelece os requisitos mínimos exigíveis para fabricação e recebimento de microdutos para serem utilizados com a técnica da força de arrasto provocada por fluxo de ar comprimido.

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Como pode ser feita a identificação de microdutos agrupados?

Quais são as dimensões e tolerâncias dos microdutos?

Como deve ser executado o ensaio de curvatura dos microdutos?

Como deve ser feito o acondicionamento dos microdutos singelos ou agrupados?

Conforme o ambiente em que os microdutos são instalados, diferentes graus de severidade dos requisitos são requeridos. Os microdutos podem ser fornecidos de duas formas: singelos ou agrupados.

Os tipos de microdutos singelos ou agrupados em função do local de instalação são apresentados a seguir: rede interna; duto ou subduto; diretamente enterrado. Os microdutos são agrupados em linha, forma circular ou poligonal, com microdutos singelos de mesmo diâmetro externo nominal, podendo formar uma, duas ou três colunas, conforme as tabelas abaixo.

 

 

A matéria-prima para a fabricação dos microdutos de aplicação externa deve ser o composto de PEAD virgem. É proibida a utilização de material reciclado. O master batch utilizado nos microdutos de aplicação externa deve ser fabricado com resina à base de polietileno e deve conter aditivos que garantam o atendimento aos requisitos estabelecidos nesta norma para o produto final.

Para atender à classificação quanto ao comportamento frente à chama, o composto para a fabricação dos microdutos pode ser substituído. O composto deve atender a todos os requisitos desta norma. É proibido a utilização de material reciclado.

A superfície interna dos microdutos pode ser lisa ou ranhurada e não pode ser corrugada. Para reduzir o atrito entre microduto e microcabo durante a instalação, o microduto pode ter uma camada coextrudada durante a fabricação. As superfícies, externa e interna, não podem apresentar trincas, fissuras, rebarbas, manchas, impurezas ou qualquer outro tipo de dano permanente. Esta verificação não se aplica às ranhuras internas, no caso de microduto ranhurado.

Os microdutos agrupados devem ser identificados por meio de coloração, listras ou anéis. A formação circular ou poligonal, com microduto central e com até uma camada de microdutos, também pode ser identificada pelo sistema direcional. Caso o elemento central seja um microduto, este deve ser o de contagem maior.

A ovalização dos microdutos singelos deve ser no máximo de 5 % do diâmetro externo nominal (DE) e deve ser determinada a uma distância mínima de 1 m da extremidade da bobina. O microduto deve permanecer bobinado no mínimo 48 h antes da retirada da amostra para ensaio. O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 14691.

Os microdutos, singelos ou agrupados, devem apresentar variação longitudinal de no máximo 3 %, conforme a NBR 14688. O microduto, singelo ou agrupado, para aplicação externa, deve suportar, por 10 min, a uma temperatura de (25 ± 5) °C, uma força de tração de uma vez o peso de 1 km de microduto, com um mínimo de 500 N, sem apresentar trincas, fissuras ou diminuição do diâmetro interno que impeça a passagem de gabarito esférico com diâmetro externo de (85 ± 1) % do diâmetro interno de cada microduto. O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 16645.

O microduto, singelo ou agrupado, para aplicação interna, deve suportar, por 10 min, a uma temperatura de (25 ± 5) °C, uma força de tração de 0,2 vez o peso de 1 km de microduto, com um mínimo de 100 N, sem apresentar trincas, fissuras ou diminuição do diâmetro interno que impeça a passagem de gabarito esférico de diâmetro (85 ± 1) % do diâmetro interno médio mínimo de cada microduto. O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 16645.

Os microdutos para uso interno geral (MDI-G) são indicados para aplicação vertical em tubulações com muita ocupação, em locais sem fluxo de ar forçado em instalações em um mesmo ambiente ou em locais com condições de propagação de fogo similares a estas. Para serem classificados como MDI-G, os microdutos internos devem ser avaliados quanto à propagação vertical de chama, conforme a série IEC 60332-3 ou, alternativamente, UL 1685.

Os microdutos não podem apresentar danos que alcancem a extremidade superior da bandeja. Os microdutos para estas aplicações não podem ser avaliados quanto à densidade de fumaça. No ensaio conforme a série IEC 60332-3, quando a categoria e a designação do ensaio não forem indicadas na especificação do produto, cabe ao fornecedor defini-las frente à condição de uso do produto. Convém que, no ensaio conforme a UL 1685, o microduto não apresente danos que alcancem sua extremidade superior em nenhuma amostra (máximo 244 cm contados da extremidade inferior da bandeja), após 20 min de exposição à chama.

Os microdutos para uso interno Plenum (MDI-P) são indicados para aplicação horizontal, em locais confinados (entre pisos, forro, calhas, etc.), com ou sem fluxo de ar forçado, ou em locais com condições de propagação de fogo similares a estas. Para serem classificados como MDI-P, os microdutos para uso interno devem ser avaliados quanto à propagação de chama e densidade de fumaça, conforme a NFPA 262.

Os microdutos para uso interno Riser (MDI-R) são indicados para aplicação vertical em poço de elevação (shaft), em instalações nas quais os cabos ultrapassem mais de um andar, locais sem fluxo de ar forçado, em tubulações com pouca ocupação, em locais com condições de propagação de fogo similares a estas. Para serem classificados como MDI-R, os microdutos para uso interno devem ser avaliados quanto à propagação vertical da chama, conforme a UL 1666.

Os microdutos para uso interno LSZH (Low smoke and zero halogen) são indicados para aplicações em caminhos e espaços horizontais e verticais, com ou sem fluxo de ar forçado, ou em locais com condições de propagação de fogo similares a estas, em áreas onde se constata grande afluência de público. Para serem classificados como LSZH, os microdutos para uso interno devem ser avaliados quanto à propagação vertical da chama, conforme a série IEC 60332-3 ou, alternativamente, UL 1685; quanto à densidade de fumaça, conforme as IEC 61034-1 e IEC 61034-2 ou NBR 11300; e quanto à toxidez dos gases gerados na sua combustão, conforme a NBR 12139.

Microdutos singelos ou agrupados devem ser acondicionados em bobinas de madeira ou metal com diâmetro mínimo do tambor de 20 vezes seu diâmetro externo. As extremidades dos dutos devem ser seladas para evitar entrada de água ou sujeira. A parte interna do microduto na sua extremidade deve estar acessível, para ensaio de pressão. As bobinas para microdutos agrupados (ou não) devem ser dimensionadas para atender aos requisitos de embalagem deste produto.

Os microdutos não pretos para uso externo não podem ser estocados em locais sujeitos a intempéries por período superior a seis meses. Para os microdutos pretos para uso externo, em locais sujeitos a intempéries, recomenda-se que o período de estocagem não seja superior a 12 meses.

Para períodos maiores de armazenamento, recomenda-se que os microdutos sejam armazenados sob a proteção dos raios solares ou intempéries. Os microdutos para uso interno devem sempre ser armazenados sob a proteção dos raios solares ou intempéries.

Cada bobina deve ser identificada com impressão resistente a intempéries e conter as seguintes informações: nome do fabricante; nome do produto; comprimento do microduto na bobina; identificação do cliente. Os microdutos singelos devem ser identificados ao longo de seu comprimento em intervalos de 1 m, de forma indelével e visível, em cor contrastante ao microduto.

A identificação deve conter no mínimo as seguintes informações: nome do fabricante; nome do produto e dimensões (DE/DI); código de produção, de modo a permitir rastreabilidade à sua produção (lote e mês e ano de fabricação); indicação métrica sequencial; pressão máxima de instalação; a sigla “PE” (microdutos para aplicação externa); classe de flamabilidade, conforme os itens 9.1 a 9.4 (microdutos para aplicação interna). A pedido do comprador, podem ser impressas informações adicionais.

Os microdutos agrupados devem ser identificados ao longo de seu comprimento, em intervalos de 1 m, de forma indelével e visível, em cor contrastante ao microduto. A identificação deve conter no mínimo as seguintes informações: nome do fabricante; nome do produto e dimensões (DE/DI); código de produção, de modo a permitir rastreabilidade à sua produção (lote, mês e ano de fabricação); indicação métrica sequencial; pressão máxima de instalação; a sigla “PE” (microdutos para aplicação externa); classe de flamabilidade, conforme os itens 9.1 a 9.4 (microdutos para aplicação interna). A pedido do comprador, podem ser impressas informações adicionais.

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