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26/12/2017 06:54

Os ensaios em tubos e conexões em PVC

Da Redação

 

A NBR 8219 (MB1842) de 08/2017 - Tubos e conexões de PVC e CPVC - Verificação do efeito sobre a água - Requisitos e método de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para o controle de qualidade dos tubos e conexões de compostos vinílicos (PVC-O, PVC-U e PVC-M) e policloreto de vinila clorado (CPVC) utilizados no transporte de água bruta, tratamento e distribuição de água, de forma a não causar prejuízo à saúde humana.

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Qual a concentração máxima dos metais dos tubos e conexões de PVC e CPVC com diâmetro interno menor 50 mm?

Qual o método de ensaio para esses produtos?

Os materiais em contato com a água potável não podem introduzir contaminantes que possam apresentar risco à saúde humana. Os requisitos de ausência de risco à saúde dos tubos e conexões de PVC e CPVC utilizados no transporte de água bruta, tratamento e distribuição de água estão estabelecidos nesta norma e visam o atendimento à legislação vigente, do Ministério da Saúde. Esta norma não avalia a eficiência e desempenho mecânico dos materiais nem os requisitos relativos ao odor e sabor da água.

As amostras devem atender aos limites estabelecidos nesta norma, conforme os requisitos descritos. Para diâmetros internos menores que 50 mm, a amostra deve atender aos limites estabelecidos na norma, enquanto que para diâmetros internos maiores ou iguais a 50 mm, a amostra deve atender aos limites estabelecidos na tabela abaixo, quando avaliada de acordo com o procedimento estabelecido. O conteúdo máximo permitido de estanho na parede dos tubos e conexões de PVC ou CPVC é de 0,1 %.

 

 

Caso seja confirmada a presença de estanho em concentração igual ou superior a 0,1 %, a verificação da presença dos compostos fenólicos e voláteis (VOC), deve ser realizada conforme os procedimentos descritos na ANSI/NSF 61. A verificação de VOC e compostos fenólicos está condicionada à confirmação da presença do elemento estanho nos tubos e conexões de PVC ou CPVC, quando avaliada de acordo com o procedimento.

As concentrações máximas dos compostos orgânicos voláteis (VOC) e compostos fenólicos devem atender às especificações da ANSI/NSF 61 e legislação em vigor. Os materiais ensaiados devem seguir os procedimentos de exposição descritos na ANSI/NSF 61. As amostras devem atender aos limites estabelecidos na norma. A frequência de realização deste ensaio deve estar em concordância com as normas de produto.

Para avaliar a concentração máxima de metais e garantir a ausência de riscos à saúde, deve-se utilizar o procedimento de exposição descrito na ANSI/NSF 61. No caso de uma linha de produtos com diferentes diâmetros, deve-se avaliar uma amostra do produto na condição mais conservadora (menor diâmetro interno), uma vez que a avaliação deste produto qualifica toda a linha de produtos. Uma amostra pode representar uma linha de produtos de diferentes diâmetros quando os materiais apresentam a mesma composição ou formulação e são submetidos ao mesmo processo de fabricação (por exemplo, extrusão ou injeção).

A avaliação do teor do monômero de cloreto de vinila residual (RVCM) deve ser feita de acordo com os procedimentos descritos na ANSI/NSF 61. A presença de estanho deve ser avaliada por espectrometria de fluorescência de raios X, conforme EN 62321-3-1 ou outra metodologia validada. As verificações da presença de VOC e compostos fenólicos devem ser realizadas conforme prescrições da ANSI/NSF 61.

O relatório deve conter no mínimo as seguintes informações: identificação completa da amostra, incluindo lote da amostra do ensaio; identificação completa do cliente e da unidade fabril, incluindo o endereço; descrição detalhada dos procedimentos de exposição e normalização; descrição dos materiais e métodos utilizados; datas do início e do término do ensaio; resultado e conclusão dos ensaios com relação ao estabelecido nesta norma; referência a esta e outras normas.

Como informações, pode-se dizer que, para as instalações hidráulicas, há vários tipos de tubulações fabricados com materiais plásticos. O policloreto de vinila (PVC) pode ser disponibilizado em tubos e conexões para a condução de água fria, com temperatura de trabalho a 20ºC. É o material mais utilizado nas instalações hidráulicas residenciais. Há dois tipos de linhas de produtos: o PVC soldável e o PVC roscável.

O soldável utiliza adesivo e solução limpadora para fazer a união dos tubos com as conexões, geralmente de cor marrom. Antes de fazer a junção entre as peças é necessário lixar a ponta do tubo e o interior da conexão até desaparecer o brilho da superfície. Em seguida, limpa-se a superfície com um pano e solução limpadora, aplica-se a cola no tubo e na conexão e faz a união entre eles com uma leve torção entre o tubo e a conexão. Com outro pano retira-se o excesso de adesivo.

O roscável utiliza uma tarraxa para fazer rosca na ponta dos tubos e fita veda-rosca para fazer a união dos tubos com as conexões, geralmente são na cor branca. Não se deve usar utilizar fita em excesso porque pode quebrar a conexão e nem se deve fazer aperto excessivo. Os diâmetros mais comuns das tubulações de PVC são 20mm, 25mm, 32mm, 40mm, 50mm, 60mm, 75mm, 85mm e 110mm.

A tubulação em policloreto de vinila clorado (CPVC) constitui de tubos e conexões de alta resistência mecânica e a corrosão. São indicados para água fria e água quente com temperatura de trabalho de 70ºC e máxima de 80ºC. A instalação é feita por juntas soldáveis com utilização de adesivo, como nas instalações de PVC. Já as em polipropileno copolímero random (PPR) consiste de tubos e conexões unidos por termofusão a 260ºC, formando uma tubulação única, sem o risco de vazamentos e sem a utilização de colas e fazer roscas.

São indicados principalmente para água quente e dispensa o isolamento térmico, aquele tipo de espuma que envolve as tubulações de cobre. A temperatura de trabalho é de 70ºC, mas suportam picos de até 95ºC. Essa tolerância é importante para caso haja algum problema no aquecedor.

Para fazer a termofusão é necessário utilizar um aparelho termofusor que aquece a ponta do tubo e o interior da conexão. Como a união dos tubos é por termofusão, ou seja, formam um elemento único, o risco de vazamentos é praticamente zero e caso haja necessidade de ampliar o sistema, ou fazer alguma manutenção durante uma reforma, o procedimento é o mesmo: aquecer a ponta do tubo e o interior da conexão.

Já as tubulações em polietileno reticulado monocamada (PEX) consistem de um sistema de bobinas de tubos (tipo mangueira) ligados a um módulo distribuidor que conduz água fria e principalmente água quente, com temperatura de trabalho a 70ºC e picos de 95ºC. As conexões são metálicas (em latão) do tipo deslizantes.

É um sistema muito indicado para paredes em drywall e edificações com vários ambientes iguais, como um hotel. Trata-se de um tipo de projeto totalmente diferente dos sistemas de tubos como o PVC, CPVC, PPR, pois possui bitolas bem menores. Tem um reduzido número de conexões porque a mangueira é maleável e permite curvas.

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