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07/12/2017 04:24

A qualidade da madeira serrada de coníferas

Da Redação

 

A NBR 12498 (ABNT/PB 1560) de 08/2017 - Madeira serrada de coníferas provenientes de reflorestamento, para uso geral - Requisitos estabelece os requisitos dimensionais e dos lotes de madeira serrada de coníferas provenientes de reflorestamento, para uso geral.

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Qual a variação da espessura das madeiras?

Quais são as dimensões padronizadas das madeiras?

A largura, a espessura e o comprimento devem ser medidos, respectivamente, nos pontos mais estreitos, mais finos e mais curtos da peça, exceto quando houver presença de esmoado. As dimensões nominais são aquelas que a peça deve ter quando seu teor de umidade for igual a 20 %. A um teor de umidade igual a 20 %, nenhuma peça pode ter dimensões reais inferiores às nominais.

Quando a madeira for comercializada a um teor de umidade maior que 20 %, as peças devem apresentar sobremedidas, a fim de compensarem as contrações decorrentes do processo de secagem, conforme recomendações apresentadas no Anexo A. Quando a madeira for comercializada a um teor de umidade menor que 20 %, as dimensões nominais das peças e respectivas tolerâncias devem ser especificadas em contrato. As espessuras nominais devem ser as seguintes (expressas em milímetros): 12, 16, 19, 22*, 25, 32, 36*, 38, 40*, 44*, 50, 63*,75, 100. As espessuras nominais assinaladas com asterisco (*) são consideradas especiais.

As larguras nominais devem ser medidas em múltiplos de 25 mm, a partir de 25 mm até 300 mm. As peças de madeira com comprimentos nominais de no mínimo 1,8 m e no máximo 4,20 m devem ser medidas em múltiplos de 0,30 m. As peças de madeira com comprimentos nominais inferiores a 1,80 m, até um mínimo de 0,60 m (curtos), devem ser medidas em múltiplos de 0,10 m.

Outras dimensões devem ser consideradas medidas especiais. A um teor de umidade igual a 20 %, devem ser permitidos uma sobre-espessura máxima de 2 mm, uma sobrelargura máxima de 5 mm e um sobrecomprimento máximo de 0,05 m, exceto para curtos, onde deve ser permitido um sobrecomprimento máximo de 0,03 m, salvo especificado de outra forma em contrato.

 

 

Em um mesmo lote devem ser permitidas peças de comprimentos diferentes. A tabela acima apresenta o sumário da padronização de dimensões e lotes de madeira serrada de coníferas provenientes de reflorestamento. Quando um lote possuir peças de comprimentos e/ou larguras nominais diferentes, podem-se especificar em contrato as dimensões (comprimento e/ou largura nominais) médias deste lote, que devem ser calculadas da seguinte forma: comprimento médio: soma dos comprimentos nominais de todas as peças, dividida pelo número total de peças; largura média: soma das larguras nominais de todas as peças, dividida pelo número total de peças; a variação máxima permitida entre as dimensões médias determinadas para as peças de um lote e as dimensões médias previstas em contrato deve ser de 5 %, salvo quando especificada em contrário no contrato.

As peças de um lote devem apresentar um teor de umidade de acordo com as especificações de contrato. Para se obterem as dimensões nominais a 20 % de teor de umidade, é recomendado que a espessura e a largura de peças de madeira serradas em condição verde sejam em torno de 5 % maiores que a espessura e a largura nominais correspondentes. Estas sobremedidas não interagem com aquelas permitidas como normais em todas as peças de madeira de um lote, nem com as tolerâncias quanto ao desbitolamento e às sobremedidas. As sobremedidas para compensar a contração podem variar em função da espécie de madeira, do tipo de desdobro empregado etc., sendo, portanto, fornecidas neste Anexo apenas como orientação, ficando a critério do produtor calculá-las em cada caso específico, a fim de obter as dimensões nominais necessárias a um teor de umidade de 20 %.

Pode-se dizer que a madeira é empregada na construção civil tanto na instalação do canteiro de obras, andaimes, escoramentos e nas fôrmas para concreto, quanto em esquadrias - portas e janelas -, estruturas de cobertura das residências, nos forros, pisos e em casas pré-fabricadas. Nos empreendimentos verticais, o maior consumo acontece na construção de andaimes e fôrmas para concreto. Já nas habitações horizontais, predomina a utilização nas estruturas de coberturas, onde são empregadas peças serradas como vigas, caibros, pranchas e tábuas.

De forma geral, o setor madeireiro no Brasil tem sido marcado por um processo de utilização crescente de madeiras provenientes de reflorestamento. Isso tem-se tornado mais evidente nos últimos anos, sobretudo em razão dos questionamentos em relação à exploração das florestas nativas, seja por razões ecológicas, ou pela elevação dos preços de suas madeiras – resultantes das dificuldades crescentes de exploração. Um segundo desafio é a globalização do mercado consumidor, com a consequente necessidade de aumento da produtividade e do atendimento a padrões de qualidade cada vez mais exigentes.

Esse cenário estimulou a exploração da madeira de reflorestamento, principalmente das espécies dos gêneros coníferas e eucaliptos. No entanto, até o presente momento, a experiência silvicultural brasileira restringe-se à produção de florestas jovens, de ciclos curtos e de rápido crescimento. Toda madeira atualmente disponível foi projetada para ser utilizada na produção de celulose, carvão vegetal e de painéis. Mas ainda não se dispõe de madeira ideal para a industrialização de produtos sólidos.

Qualquer análise sobre outras aplicações da madeira de eucalipto no Brasil (serraria, movelaria, marcenaria, lâminas, compensados e construção civil) demonstra que as experiências são ainda muito pequenas. Em vista da falta de controle da matéria-prima e dos parâmetros dependentes do processamento, essas experiências têm-se mostrado restritas, quanto à possibilidade de extrapolações. Esse quadro tem boas possibilidades de reversão, ao se romperem alguns preconceitos e se aprofundarem os estudos sobre as inúmeras alternativas de uso múltiplo, principalmente pela indústria moveleira e pela construção civil.

A versatilidade escondida na madeira de floresta tropical e das grandes distâncias entre as zonas de produção e de consumo. Ademais, a indústria de produtos à base de madeira tem-se defrontado com desafios que provocam drásticas mudanças. O primeiro deles é a crescente expansão do mercado para madeiras ambientalmente corretas, exemplificado pela crescente força mercadológica dos selos verdes, em todo o mundo.

O eucalipto reside em seu tratamento adequado, dispensado na fase de formação da árvore e no processamento da matéria-prima. No Brasil, devem ser destacadas as inúmeras vantagens da produção de madeira em larga escala, por exemplo as características climáticas, associadas aos altos índices de sol e às elevadas temperaturas, que possibilitam uma intensa atividade biológica e resultam em altas taxas de produtividade.

A utilização da madeira de coníferas é mais adequada do que a de espécies nativas, pois em sua maioria elas são oriundas da região norte do Brasil, dessa forma apresenta vantagens em razão dos menores custos logísticos e de processamento. Em comparação a outras espécies exóticas, como as do eucalipto, as coníferas possuem vantagem econômica, em decorrência das problemáticas de qualidade. No entanto, para o correto emprego dessa madeira se faz necessária a completa elucidação de seus parâmetros tecnológicos.

Dentre as possibilidades de utilização que demandam esse conhecimento consolidado, têm destaque às peças confeccionadas com as coníferas utilizadas para fins estruturais que, quando solicitadas, precisam corresponder com segurança. Na caracterização de seu comportamento mecânico faz-se necessário que sejam levadas em consideração algumas propriedades físicas, químicas e anatômicas, já que são as mesmas que dão origem a essa resistência mecânica. Nesse sentido, têm destaque características como: a massa específica, a geometria dos traqueídeos, a inclinação das microfibrilas da camada S2, o tipo de lenho e os conteúdos de lignina e celulose.

 

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