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24/09/2017 18:16

A especificação de microcabo de fibras ópticas

Da Redação

 

A NBR 16608 de 07/2017 - Microcabo de fibras ópticas instalado em microdutos por sopramento — Especificação estabelece os requisitos técnicos mínimos para fabricação dos microcabos de fibras ópticas instalados em microdutos por sopramento, utilizados preferencialmente em microdutos subterrâneos.

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Como fazer a identificação das unidades básicas?

Quais as cores das fibras ópticas?

Quais as características dimensionais ou o diâmetro externo do microcabo?

Como fazer a classificação e discriminação dos métodos de ensaio?

Pode-se definir o microcabo de fibras ópticas para instalação em microdutos o conjunto constituído por fibras ópticas, elementos de proteção da unidade básica, elemento de tração dielétrico, eventuais enchimentos, núcleo resistente à penetração de umidade e protegido por uma capa de material termoplástico. Na fabricação dos microcabos de fibras ópticas, para instalação em microdutos, devem ser observados os processos de modo que os cabos prontos satisfaçam os requisitos técnicos fixados por esta norma. As fibras ópticas tipo monomodo, com baixa sensibilidade à curvatura, utilizadas na fabricação dos cabos devem estar conforme a NBR 16028.

As fibras ópticas tipo monomodo, com dispersão deslocada e não nula, utilizadas na fabricação dos cabos devem estar conforme a NBR 14604. As fibras ópticas tipo monomodo, com dispersão normal, utilizadas na fabricação dos cabos devem estar conforme a NBR 13488. Não são permitidas emendas nas fibras ópticas durante o processo de fabricação do cabo. O núcleo deve ser constituído de unidades básicas.

As unidades básicas devem ser dispostas em elementos de proteção adequados, de modo a atender os requisitos especificados por esta norma. Os elementos de proteção podem ser constituídos de tubos de material polimérico encordoados em uma ou mais coroas ou de forma longitudinal, contendo em cada tubo uma unidade básica. Os cabos ópticos podem ser fabricados com unidades básicas de até 24 fibras ópticas.

As unidades básicas encordoadas devem ser reunidas com passo e sentido escolhidos pelo fabricante, de modo a satisfazer as características previstas por esta norma. Podem ser colocados enchimentos de material polimérico compatível com os demais materiais do cabo, a fim de formar um núcleo cilíndrico. No caso de cabos ópticos constituídos por tubos encordoados dispostos em mais de uma coroa, opcionalmente estas podem ser separadas por fitas, a fim de facilitar a sua identificação.

Para unidades básicas com mais de 12 fibras ópticas, as demais fibras ópticas podem ser identificadas por anéis ou listras, ou outro meio. Quando necessário, é permitida a substituição da fibra óptica preta por uma incolor. A fibra óptica tingida deve apresentar um colorido uniforme e contínuo, de fácil identificação, com um acabamento superficial liso, ao longo de todo o seu comprimento, conforme a NBR 9140.

É recomendável que as cores da pintura das fibras ópticas apresentem tonalidade, luminosidade e saturação iguais ou mais elevadas que o valor do padrão Munsell, com exceção da cor branca. É recomendável que a cor branca tenha valor N 9 do padrão Munsell de cor, com um limite mínimo de luminosidade igual a N 8,75. Os elementos de proteção das unidades básicas devem ser preenchidos com composto não higroscópico ou materiais hidroexpansíveis que assegurem o enchimento dos espaços intersticiais.

O núcleo do cabo óptico geleado deve ser preenchido com composto não higroscópico que assegure o enchimento dos espaços intersticiais e que limite a penetração e propagação de umidade no interior do cabo. O núcleo do cabo óptico seco deve ser protegido com materiais hidroexpansíveis, de forma a assegurar a sua resistência à penetração de umidade. Os compostos de preenchimento e os materiais hidroexpansíveis devem ser homogêneos, inodoros e devem permitir a identificação visual das partes componentes do cabo.

Os compostos de preenchimento e os materiais hidroexpansíveis devem ser livres de impurezas, partículas metálicas ou outros materiais estranhos. Os compostos de preenchimento e os materiais hidroexpansíveis devem ser facilmente removíveis, não tóxicos e não podem provocar danos ao operador. Os compostos de preenchimento e os materiais hidroexpansíveis devem apresentar características de modo a não degradar os componentes do cabo.

Sobre o revestimento externo, devem ser gravados o nome do fabricante, a designação do microcabo, o número do lote e o ano de fabricação, com legibilidade perfeita e permanente, em intervalos de 1 m ao longo do eixo do microcabo. A pedido do comprador, podem ser impressas informações adicionais.

A marcação métrica sequencial deve ser feita em intervalos de 1 m, ao longo do revestimento externo do microcabo. A marcação deve ser feita com algarismos de altura, forma, espaçamento e método de gravação ou impressão tais que se obtenha legibilidade perfeita e permanente. Não são permitidas marcações ilegíveis adjacentes.

Na medida da marcação do comprimento ao longo do eixo do microcabo, é tolerada uma variação para menos de até 0,5 %, não havendo restrição de tolerância para mais. A marcação inicial deve ser preferencialmente na cor branca. Se a marcação não satisfizer os requisitos anteriores, é permitida a remarcação na cor amarela. A remarcação deve ser feita de forma a não se sobrepor à marcação inicial defeituosa.

Não é permitida nenhuma outra remarcação além da citada. Cada lance de microcabo deve ser fornecido acondicionado em um carretel de madeira com diâmetro mínimo do tambor de 22 vezes o diâmetro do microcabo óptico. A largura total do carretel não pode exceder 1,5 m e altura total não pode ser superior a 2,7 m. Os carretéis devem conter um número de voltas tal que entre a camada superior e as bordas dos discos laterais exista um espaço livre mínimo de 6 cm. Os carretéis utilizados devem estar de acordo com a NBR 11137.

As extremidades do microcabo devem ser solidamente presas à estrutura do carretel, de modo a não permitir que o microcabo se solte ou se desenrole durante o transporte. A extremidade interna do microcabo na bobina deve estar adequadamente protegida para evitar danos durante o transporte, ser acessível para testes, possuir um comprimento livre de no mínimo 2 m e ser acomodada com diâmetro de no mínimo 22 vezes o diâmetro externo do microcabo.

Após efetuados todos os ensaios exigidos para o microcabo, as extremidades do lance devem ser fechadas, a fim de prevenir a entrada de umidade. Cada lance do microcabo óptico deve ter um comprimento nominal de 2 000 m, podendo, a pedido do comprador, ser fornecido em comprimento específico. A tolerância de cada lance deve ser de + 3%, não sendo admitidos comprimentos inferiores ao especificado.

Devem ser marcadas em cada bobina, com caracteres perfeitamente legíveis e indeléveis, as seguintes informações: nome do comprador; número da bobina; designação do microcabo; comprimento real do microcabo na bobina, expresso em metros (m); massa bruta e massa líquida, expressas em quilogramas (kg); uma seta ou indicação apropriada para indicar o sentido em que o microcabo deve ser desenrolado; identificação de remarcação, quando aplicável.

Para fibras ópticas monomodo com dispersão normal (SM), monomodo com dispersão deslocada e não nula (NZD) e monomodo com baixa sensibilidade à curvatura (BLI), os coeficientes de atenuação médios medidos a cada 500 m, no comprimento de onda de (1 550 ± 20) nm, não podem apresentar uma variação maior que 0,05 dB/km em relação ao obtido para o trecho total da fibra óptica do microcabo de fibras ópticas, conforme a NBR 13502.

Não pode ser admitida descontinuidade óptica localizada na atenuação da fibra óptica com valores superiores a 0,05 dB para fibras ópticas tipo monomodo com dispersão normal (SM), monomodo com dispersão deslocada e não nula (NZD) e monomodo com baixa sensibilidade à curvatura (BLI), no comprimento de onda de (1 550 ± 20) nm, conforme a NBR 13502.

As fibras ópticas monomodo do cabo devem ser submetidas ao ensaio de comprimento de onda de corte conforme a NBR 14076, sendo que: o comprimento de onda de corte para o cabo de fibra óptica monomodo de dispersão normal (SM) e monomodo com baixa sensibilidade à curvatura (BLI) deve ser menor ou igual a 1 260 nm; o comprimento de onda de corte para o cabo de fibra óptica monomodo de dispersão deslocada e não nula (NZD) deve ser menor ou igual a 1 350 nm.

O microcabo de fibras ópticas deve ser submetido ao ensaio de vibração conforme a NBR 13990, sob as seguintes condições: amplitude da vibração de 0,75 mm (1,50 mm pico a pico); 360 ciclos com frequência variando linearmente de 10 Hz a 55 Hz em 30 s e retornando linearmente a 10 Hz em 30 s. A força de extração do revestimento da fibra óptica deve ser no mínimo 1,0 N e no máximo 10,0 N, conforme a NBR 13975.

O microcabo de fibras ópticas deve ser submetido ao ensaio de sopramento em microduto, NBR 16609, sob as seguintes condições: pressão de sopramento entre 12 bar e 15 bar, medida na entrada ou na saída da máquina de sopramento; as temperaturas do ar, do microduto e do microcabo não podem estar acima de 40 °C; a velocidade de instalação deve estar entre 5 m/min e 60 m/min. O tempo máximo de instalação deve ser de 35 min e a variação do coeficiente de atenuação não pode ser superior a 0,05 dB/km, medido no comprimento de onda de (1 550 ± 20) nm. O revestimento externo não pode apresentar trincas ou fissuras.

O diâmetro externo máximo do microcabo óptico, medido conforme a NBR NM IEC 60811-1-1, deve ser de 11,5 mm. O fabricante deve fornecer todas as facilidades e meios para realização dos ensaios exigidos nesta norma, quer para os microcabos prontos, quer durante o processo de fabricação, no que diz respeito aos materiais utilizados no microcabo. As medições de atenuação óptica dos requisitos desta norma devem ser realizadas no comprimento de onda de (1 550 ± 20) nm.

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