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28/08/2017 05:50

A qualidade das lâmpadas de mercúrio com reator integrado

Da Redação

 

A ANSI C78.45:2016 - American National Standard for Electric Lamps - Self-Ballasted Mercury Lamps define os requisitos físicos e elétricos para lâmpadas de mercúrio com balastro integrado operadas em linhas de suprimento de 60 Hz para assegurar a permutabilidade e segurança. Também fornece os requisitos relacionados à lâmpada para luminárias. O fluxo luminoso e a cor da lâmpada não fazem parte desta norma.

Conteúdo da norma

Organização desta norma....... ................ iv

Parte I Requisitos gerais e informações

1 Escopo............................. 1

2 Referências normativas…. 1

3 Definições......................... 2

4 Métodos de medição.......... ..... 2

5 Especificações da lâmpada ............. 2

5.1 Designações e descrições da lâmpada....... 2

5.2 Características físicas da lâmpada......... 2

5.3 Características elétricas ............... 3

5.4 Desenhos dos elementos........................ 3

6 Informações para o projeto da luminária..... 3

6.1 Temperatura da lâmpada....... .......... 4

6.2 Posição operacional da lâmpada...... .... 4

Folhas de dados da lâmpada de uma única extremidade da Parte II

Lâmpada de mercúrio com reator integrado modelo B87 de 120 volts com 160 watts...6

Lâmpada de mercúrio com reator integrado modelo B94 de 120 volts com 120 watts....11

Lâmpada de mercúrio com reator integrado modelo B75 de 230 volts com 450 watts.....16

Lâmpada de mercúrio com reator integrado modelo B78 de 120 volts com 750 watts.....19

Esta norma foi organizada em duas partes:

A Parte I cobre os requisitos e informações gerais. Fornece referências normativas e oferece informações e breves explicações sobre o significado ou a aplicação de alguns dos dados numéricos fornecidos no caso da lâmpada individual, incluindo alguns dados na Parte II da norma. Também fornece os requisitos que são comuns a todos os reatores para os tipos de lâmpadas de mercúrio.

A Parte II contém folhas de dados de lâmpadas individuais que fornecem os requisitos físicos e elétricos específicos para cada um dos tipos de lâmpadas de mercúrio com reatores integrados.

Segundo alguns especialistas, a tendência do mercado de lâmpadas aponta para os produtos de alta eficiência luminosa, baixo consumo, grande durabilidade, com eletrônica integrada, automação do sistema de iluminação e, especialmente, para as lâmpadas de pequenas dimensões. Assim, existem três tipos de lâmpadas e o funcionamento de todas é inspirado na natureza. As lâmpadas da família das incandescentes imitam a luz solar e as de descarga - como as fluorescentes, as de mercúrio, as de sódio e as de multivapores metálicos imitam a descarga elétrica produzida por um relâmpago. O terceiro tipo abrange os leds, os diodos emissores de luz que funcionam por luminescência, imitando os vagalumes.

As incandescentes foram as primeiras lâmpadas comercialmente viável e funciona quando a corrente elétrica passa pelo filamento de tungstênio e o aquece, deixando-o em brasa. Emite mais calor do que luz - na prática, apenas 6% do que consome de energia é transformado em luz visível e o restante é transformado em calor. Sua durabilidade é de, no máximo, mil horas pelo fato de o filamento ir se tornando mais fino devido ao aquecimento, causando a depreciação do fluxo luminoso até o momento em que o filamento se rompe e a lâmpada queima.

Pode-se dizer que fibra óptica não é uma fonte luminosa, mas sim um condutor de luz que pode ser comparado a uma mangueira de água. Depende de uma fonte de luz num dos extremos. A endura é uma fluorescente diferenciada que tem uma bobina eletromagnética no lugar do filamento para fazer a indução do mercúrio. A ausência do filamento assegura vida útil de aproximadamente 60 mil horas. É indicada para locais de difícil manutenção, como espaços de pé-direito muito alto.

As de vapor de mercúrio de alta pressão já foi muito usada na iluminação pública e vem sendo substituída pelas lâmpadas de sódio. Seu princípio de funcionamento é exatamente igual ao das fluorescentes. As de sódio é usada, atualmente, na iluminação pública. Oferece luz amarela e monocromática que distorce as cores - seu IRC é de no máximo 30.

Em contrapartida, oferece grande fluxo luminoso com baixo consumo. Seu funcionamento é parecido com o das fluorescentes, exceto pela presença do sódio no lugar do mercúrio. A partida requer reator específico e ignitor (espécie de starter que eleva a tensão na hora da partida para 4.500 volts).

Quanto aos reatores, os antigos, eletromagnéticos, eram grandes e pesados e funcionavam em 60 hertz. Eles vêm sendo substituídos pelos modelos eletrônicos, que economizam energia e têm menor carga térmica. Os reatores eletrônicos trabalham em 35 kilohertz, o que evita a intermitência conhecida como cintilação e o efeito estroboscópio, ambos responsáveis pelo cansaço visual.

Os reatores de baixa performance são os chamados acendedores e servem apenas para acender lâmpadas em ambientes residenciais. Os de alta performance são equipados com filtros que evitam interferências no sistema elétrico e são indicados para instalações comerciais, hospitais, bancos, escolas etc. Há ainda os reatores eletrônicos dimerizáveis, que permitem a dimerização de fluorescentes - possibilidade inimaginável há apenas dez anos. Seu uso permite a integração da luz natural com a artificial - quando combinado a sensores, ele vai aumentando ou diminuindo a intensidade luminosa das lâmpadas conforme a necessidade, de modo que a luz artificial seja usada apenas como complemento à luz natural. Também possibilita a criação de diferentes cenários de luz.

As lâmpadas multivapores metálicos são também conhecidas como metálicas, pois contêm iodetos metálicos. Seu funcionamento é similar ao da lâmpada de sódio - requer reator e ignitor para elevar a tensão de partida. Tem grande iluminância, IRC de 90 e é indicada para locais onde é necessário haver iluminação profissional, como quadras de tênis, grandes eventos, jogos de futebol etc. Na hora de substituir uma lâmpada metálica por uma de outra marca, deve-se trocar também o reator e o ignitor, pois eles são incompatíveis.

As halógenas têm seu funcionamento como os da incandescente, da qual é considerada uma versão evoluída. A diferença está no fato de que o gás halogênio no interior do bulbo devolve ao filamento as partículas de tungstênio que se desprendem com o calor. Com isso, ela ganha estabilidade de fluxo luminoso e um aumento de durabilidade que pode chegar a 5 mil horas. Seu IRC é 100.

Nas fluorescentes, a corrente elétrica atravessa o reator, que dá a partida da lâmpada e estabiliza essa corrente, enviando-a para o interior da lâmpada, onde há um filamento recoberto por uma pasta emissiva. Quando aquecido, esse filamento provoca a movimentação dos elétrons no interior da lâmpada que, por sua vez, provoca a vaporização do mercúrio, produzindo a emissão de raio ultravioleta.

A parede interna da lâmpada é pintada com pó de fósforo, e, quando os raios UV atravessam essa pintura, eles são transformados em luz visível. Com a evolução das lâmpadas, a pintura é feita hoje com o trifósforo nas três cores básicas (vermelho, verde e azul), o que resulta em maior fidelidade de reprodução de cores. As fluorescentes de 26 milímetros têm vida útil de cerca de 16 mil horas.

Os leds, há menos de cinco anos, só eram usados como indicador luminoso de aparelhos como rádio, TV ou computador ligados. Com a evolução, ele deixou de ser um marcador para se transformar em emissor de luz visível, e a cada ano os módulos de led estão dobrando seu fluxo luminoso. Não possui filamentos nem descarga elétrica, trabalha em baixa tensão, normalmente 10 ou 24 volts, e consome em média 1 watt, o que proporciona extrema economia de energia.

Sua vida útil é de cerca de 100.000 horas, o que dispensa manutenção, e ainda tem a vantagem de praticamente não emitir radiações infravermelha e ultravioleta. Oferece a possibilidade de criar cenas no modo RGB (sigla em inglês para as três cores básicas: vermelho, verde e azul), comandadas por controle remoto ou computador. É usado em marcação de cinemas, teatros e substitui as fluorescentes em fachadas.

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