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24/07/2017 06:01

A manutenção dos recipientes transportáveis de aço para GLP

Da Redação

 

Confirmada em junho de 2017, a NBR 14909 de 09/2012 - Recipientes transportáveis de aço para gás liquefeito de petróleo (GLP) — Manutenção — Procedimento fixa os requisitos mínimos para a manutenção de recipientes transportáveis de aço para GLP.

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Como deve ser feita a inspeção visual?

Como deve ser feita a substituição de componentes acoplados ao recipiente e seus dispositivos?

Os recipientes podem sofrer problemas como a corrosão que é a alteração do metal por efeitos físico-químicos do meio com o qual se encontra em contato e que provoca uma diminuição da espessura útil ou seção resistente do metal. A corrosão localizada é a causada por um tipo de ataque corrosivo que, uma vez iniciado, progride principalmente em profundidade (crateramento). Se a distância entre dois pontos de corrosão localizada for superior a 15 mm, é caracterizada uma corrosão em linha ou generalizada. A corrosão em linha é a sequência de corrosões localizadas ou conectadas umas às outras e a corrosão generalizada é a que cobre, uniformemente, mais de 10 % da superfície do recipiente e pode estar acompanhada de corrosões localizadas.

Assim, o recipiente deve ser encaminhado para manutenção quando tiver um ou mais dos defeitos descritos a seguir, verificados conforme a NBR 8866: corrosão e cavidades; alças e bases que apresentem danos que não permitam o manuseio seguro e a estabilidade dos recipientes; vazamentos ou danificação nos componentes acoplados aos recipientes e seus dispositivos; tara ilegível, incorreta, inexistente ou mais de uma gravação com valores diferentes; alça com identificação da distribuidora não compatível com a proprietária da marca gravada no corpo, ausência ou ilegibilidade das marcações exigidas pela NBR 8460; evidências de exposição ao fogo.

O recipiente deve estar obrigatoriamente dentro da data de validade da requalificação. O reparo nos cordões de soldas circunferenciais longitudinais e de flanges, troca de flanges e troca de calota somente podem ser realizados por fabricantes e/ou oficinas de requalificação, devendo os recipientes ser ensaiados conforme a NBR 8460. É permitida a correção de mossas, desde que o recipiente seja submetido a tratamento térmico.

Não é permitida a correção de mossas em áreas de solda estrutural. Os recipientes com pés de apoio devem ser inutilizados. Para a inspeção visual, nas cavidades, quando a espessura residual for menor que a espessura mínima de projeto, conforme NBR 8460, o recipiente deve ser inutilizado. Os recipientes que apresentarem corrosão conforme os padrões fotográficos do Anexo A da NBR 8865, que indicam o tipo de defeito e não sua localização, devem ser inutilizados.

São evidências de exposição ao fogo: pintura queimada ou carbonizada; metal queimado ou descolorido; deformações no recipiente; válvula fundida ou queimada; dispositivo de segurança danificado. Caso o recipiente apresente apenas o plugue fusível vazado e nenhuma das outras evidências especificadas, considera-se que não houve exposição ao fogo. Caso o recipiente apresente, além do plugue fusível vazado, pintura descolorida com a camada inferior da tinta ainda intacta, considera-se que não houve dano a ele.

Caso o recipiente apresente as camadas de tinta e a superfície do metal-base visivelmente carbonizadas e/ou a válvula fundida ou queimada, ele deve ser inutilizado. Caso o recipiente apresente abolhadura, ele deve ser inutilizado. Quanto aos defeitos nas alças e bases, a retirada das partes acessórias deve ser feita de maneira que não afete a chapa do corpo do recipiente. As saliências remanescentes devem ser removidas até a superfície original da chapa do corpo do recipiente. Se a remoção das partes acessórias causar danos à chapa do corpo que comprometam a integridade do recipiente, este deve ser inutilizado.

A reposição das partes acessórias deve ser feita exclusivamente com solda elétrica. Todo recipiente, independentemente de sua capacidade volumétrica, deve ter sua (s) válvula (s) e dispositivo de segurança protegidos. Todos os recipientes com pés de apoio devem ter base adaptada, e esta deve ser fixada ao corpo do recipiente por solda contínua nos pontos de contato do aro com o corpo do recipiente.

Devem sofrer manutenções os recipientes que apresentarem quaisquer dos problemas relacionados a seguir: desequilíbrio do recipiente em relação ao solo; base e/ou alça solta; rasgo aberto na junção das alças e bases ou arestas cortantes; deformações que comprometam a segurança de manuseio; diferenças ou impossibilidade de identificação entre gravações do corpo e da alça. Nos casos em que a deformação da alça e da base impedir a inspeção visual da calota superior ou inferior, as peças devem ser removidas.

É permitida a correção de alças e bases sem a remoção do corpo do recipiente. Nos casos em que for necessária a remoção da alça e base, devem-se seguir os seguintes critérios: a retirada das partes acessórias deve ser feita de maneira que não afete a chapa do corpo do recipiente; as saliências remanescentes devem ser removidas convenientemente até alcançar a superfície original da chapa do corpo do recipiente; se a remoção das partes acessórias causar danos à chapa do corpo que comprometam a integridade do recipiente, este deve ser inutilizado. As partes acessórias devem ser repostas por métodos de fixação que suportem as condições de operação do recipiente.

Antes da fixação das novas partes acessórias, a superfície do recipiente deve estar limpa e preparada para o respectivo processo de fixação. As novas partes acessórias devem ser posicionadas de maneira tal que os novos pontos de fixação no recipiente não coincidam com os pontos de fixação anteriores e que seja garantida a sua centralização, assegurando estabilidade e proteção da (s) válvula (s) e/ou dispositivos. A região afetada pelo processo de fixação deve sofrer limpeza e aplicação de acabamento.

Qualquer recipiente botijão de GLP deve ficar longe de tomadas, interruptores, instalações elétricas e ralos, para onde o gás pode escoar e causar explosões. Deve-se manter o recipiente em local ventilado, nunca dentro de armários ou gabinetes. Não se deve aceitar quando eles estão enferrujados, com amassamentos acentuados, alça solta ou a base danificada.

Deve-se verificar a existência da identificação da companhia de gás no botijão e no caminhão. Observe se há vazamento na válvula e veja a existência do rótulo de instruções e o lacre sobre a válvula com a marca da companhia de gás. Nunca compre recipientes distribuídos por caminhões de venda clandestina.

Dessa forma, os recipientes devem ser fabricados conforme as normas técnicas que especificam os requisitos mínimos exigíveis, peças acessórias e ensaios para o projeto, fabricação, alteração e segurança no enchimento dos recipientes transportáveis destinados ao acondicionamento de gás liquefeito de petróleo (GLP), construídos de chapas de aço soldadas por fusão. Aplica-se a todos os recipientes para GLP com capacidade volumétrica até 500 L.

As chapas utilizadas para fabricação do corpo de recipiente devem satisfazer a NBR 7460 e aos requisitos dessa norma. O material dos flanges deve ser aço, com soldabilidade compatível com o material do corpo do recipiente, devendo ser proveniente de processos de conformação e não de fundição. As peças acessórias, quando fixadas por solda ao corpo do recipiente, são de material com soldabilidade compatível com ele.

O corpo do recipiente deve ser construído de preferência com duas peças estampadas em forma de calotas, ligadas entre si por solda de fusão, situada num plano perpendicular ao eixo da parte cilíndrica (solda circunferencial). É admitida a construção do corpo do recipiente com três peças, sendo uma a parte cilíndrica e as outras, duas calotas. A parte cilíndrica pode ser construída de chapa calandrada, fechada longitudinalmente por solda de fusão (solda longitudinal). As calotas devem ser ligadas ao cilindro por solda de fusão e devem ter a forma de um semielipsóide de revolução, sendo que seu maior raio de curvatura não deve ser superior ao diâmetro da parte cilíndrica.

Deve ser aplicado na parte superior do corpo em contato com o espaço de vapor do recipiente quando em posição de descanso, no mínimo um Range I luva I conexão com orifício (s), destinado (s) a fixação do (s) componente (s) roscado (s). O (s) flange (s) I luva (s) I conexão (ões) aplicado (s) deve (m) ser fixado (s) ao corpo do recipiente mediante solda de fusão. Para construção dos recipientes dessa norma, são permitidos somente processos de solda de fusão, devendo os cordões ter penetração total, com exceção das peças acessórias.

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