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12/06/2017 06:27

A manutenção do sistema de arrefecimento do motor

Da Redação

 

A NBR 15563 de 05/2017 - Veículos rodoviários automotores — Sistema de arrefecimento do motor — Diagnóstico e manutenção (ciclos Otto e Diesel) estabelece os requisitos para diagnóstico e manutenção no sistema de arrefecimento por circulação líquida e contínua dos motores automotivos dos ciclos Otto e Diesel.

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Como deve ser feita a inspeção da correia da bomba d’água?

Como proceder para o diagnóstico da estanqueidade do sistema de arrefecimento?

O sistema de arrefecimento é um sistema de grande importância no funcionamento do motor e qualquer irregularidade no seu funcionamento causa a deterioração do motor e até causa acidente com grave queimadura, portanto, é importante que as verificações e o manuseio sejam feitos observando as recomendações de segurança. A manutenção consiste em uma avaliação do sistema de arrefecimento por profissional qualificado. A inspeção da correia da bomba d’água deve verificar a correia da bomba d’água quanto a trincas, desgastes, alinhamento nas polias e tensionamento. Nos casos de bombas d’água que são acionadas por correia dentada deve-se verificar o tensionamento conforme procedimento da montadora.

Quanto aos vazamentos, não podem existir vestígios e vazamentos da solução arrefecedora nas conexões das mangueiras, reservatório de expansão, radiador, sistema de aquecimento interno do veículo, selos, tubulações e bomba d’água, onde não podem existir vestígios de vazamentos ou ruído. No eletroventilador, verificar a integridade física, a conexão elétrica, as vibrações e os ruídos não característicos do bom funcionamento do eletroventilador. No radiador, verificar a integridade física do radiador que deve estar de acordo com as características do fabricante do veículo.

Nas mangueiras, verificar a integridade física da mangueira que não pode apresentar trinca, ressecamento ou vestígio de dilatação. A solução arrefecedora não pode apresentar contaminação por óleo lubrificante do motor ou, quando for aplicado no veículo, da transmissão automática. Como diagnóstico da estanqueidade do sistema de arrefecimento, verificar, com manômetro de pressão e respeitando os limites de pressão de cada sistema, a estanqueidade do sistema de arrefecimento, que não pode apresentar pontos de vazamento de solução arrefecedora.

Na válvula termostática, verificar a conformidade da abertura da válvula termostática, que deve estar de acordo com a especificação do fabricante do veículo. Para o controle da concentração do aditivo no sistema de arrefecimento, verificar a densidade ou índice de refração, que deve ser de acordo com a recomendação do fabricante do veículo. O líquido do sistema de arrefecimento deve ser substituído somente e quando recomendado pelo fabricante.

Na tampa do vaso de expansão, verificar a conformidade das válvulas da tampa do vaso de expansão, que deve estar de acordo com a especificação do fabricante do veículo. Verificar o correto acionamento do eletroventilador, que deve estar de acordo com a especificação do fabricante do veículo.

Um sistema de arrefecimento pode ser a ar ou a água: bombeia-se um agente refrigerador líquido através do circuito de arrefecimento do bloco do motor. Existem alguns motores com arrefecimento direto ou arrefecimento forçado a ar. Nesses motores, o calor é expelido diretamente do motor pelo ar que o circunda. Se, por algum motivo, acontecer uma falha no sistema de arrefecimento do motor, ocorrerá um superaquecimento e, com isso, as peças do motor se dilatarão excessivamente, causando vários tipos de anomalias, principalmente o desgaste excessivo com maior rapidez.

Sabe-se que os elementos naturais, ar e água, são excelentes dissipadores de calor e que com mecanismos simples e econômicos esses elementos conseguem trocar o calor com o meio exterior com facilidade.

O arrefecimento a ar apresenta uma grande simplicidade de execução e de manutenção. Os cilindros do motor (às vezes, também, o cárter) possuem aletas que aumentam a superfície de contato com o ar, permitindo melhor troca de calor com o meio. Nos sistemas de ventilação natural, é o deslocamento do veículo que provoca a circulação de ar em volta dos cilindros, como nas motocicletas, por exemplo.

A eficácia da refrigeração depende, portanto, da velocidade de deslocamento do veículo, será suficiente para velocidades normais e altas, porém, insuficiente quando o veículo estiver parado ou a plena potência. Os sistemas de ventilação forçada são compostos por um ventilador ou por uma turbina acionada pelo motor. Essa solução é necessária sempre que os cilindros do motor se localizam no interior do veículo.

O ar recalcado pelo ventilador é conduzido por tubulações até às proximidades dos cilindros e dos cabeçotes. Em seguida, o ar sai para a atmosfera. A ventilação forçada permite uma refrigeração suficiente em todas as condições de funcionamento do motor.

Contudo, em condições climáticas desfavoráveis (frio), a ventilação é excessiva, e a refrigeração tende a levar o motor a funcionar a uma temperatura muito baixa. Corrige-se esse defeito pelo emprego de um obturador que limita a quantidade de ar aspirado. Este obturador pode ser acionado por um comando manual ou por um dispositivo termostático situado na corrente de ar quente que sai do motor.

O comando por termostato é automático, sendo colocado de modo a ser atingido pelo ar quente que vem dos cilindros. O calor provoca a dilatação do termostato que, por um comando mecânico, abre o obturador situado à entrada do ventilador.

Para controlar a temperatura de funcionamento de um motor de refrigeração a ar, coloca-se um termostato sobre o cárter ou no óleo de lubrificação. De um modo geral, a refrigeração a ar faz com que o motor funcione a temperaturas muito variáveis. A ajustagem dos pistões, segmentos e válvulas exige folgas de dilatação suficientes e um óleo lubrificante de excelente qualidade.

O arrefecimento a água compreende, basicamente, alguns elementos. A bomba centrífuga de baixa pressão e alta vazão que recalca a água do radiador para o bloco do motor. A válvula termostática que atua como um dispositivo automático que permite normalizar rapidamente a temperatura do motor e a estabilização ideal de funcionamento do motor.

O radiador cujo elemento de refrigeração tem a forma de um favo, tubular ou com tiras; a parte superior do radiador possui sempre uma saída de segurança chamada de registro. Essa saída limita a pressão na circulação quando, por aquecimento, o volume do líquido aumenta.

O ventilador, que se destina a provocar uma intensa circulação de ar através do elemento de refrigeração do radiador. A câmara de água em volta dos cilindros, dos assentos das válvulas e dos cabeçotes. Essa câmara possui na sua parte inferior uma entrada de água fria e na parte superior uma saída de água quente; frequentemente, coloca-se um bujão de esvaziamento no local mais baixo da câmara de água.

 

 

A tendência natural de circulação da água chamada de efeito termossifão, ocorre naturalmente. Quando é aquecida, fica mais leve e por si só procura o ponto mais alto do motor, subindo do bloco para o cabeçote, e em seguida, para o radiador (trocador de calor) por meio das mangueiras. A bomba d’água é responsável pelo auxílio nesta circulação de água em todo o sistema de arrefecimento do motor. Seu acionamento é realizado pela árvore de manivelas por intermédio de correia ou engrenagens.

 

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