QUALIDADE – Notícias

14/08/2017

Os requisitos para os recipientes de gás liquefeito de petróleo para empilhadeiras

Da Redação

A NBR 13365 de 06/2017 – Recipientes transportáveis de aço para 16 kg e 20 kg de gás liquefeito de petróleo, para uso em empilhadeiras e equipamentos similares – Requisitos estabelece a posição de utilização, as dimensões básicas e a descrição dos componentes dos recipientes transportáveis de aço para 16 kg e 20 kg de gás liquefeito de petróleo, para uso em empilhadeiras e equipamentos similares. Esta norma se aplica a recipientes para GLP, com capacidade volumétrica de 38,5 L e 48 L com tolerância de ± 0,5 L.

Os recipientes devem ser projetados e construídos de acordo com a NBR 8460. Para os recipientes de 16 kg e 20 kg, deve ser mantido o seu diâmetro nominal, variando apenas o seu comprimento. Os recipientes P-20 podem ser classificados conforme como trocável: recipiente abastecido por peso na base da distribuidora de GLP; abastecido no local: recipiente que pode ser abastecido por centrais de GLP somente quando montado no equipamento de uso com controle de enchimento por volume e também abastecido na distribuidora por controle de peso ou volume.

O recipiente trocável deve possuir no mínimo uma abertura roscada central de conexão para conter os seguintes componentes: válvula de segurança; válvula de consumo; e válvula de enchimento. Se o recipiente possuir somente uma abertura central, esta não pode ter tubo pescante fixo interno. É permitido o uso do plugue-tampão. A válvula de segurança sempre deve estar em contato com a fase de vapor de GLP tanto na posição de utilização como na posição de enchimento e armazenamento, isto pode se dar pela posição da válvula na calota superior ou por meio de um tubo comunicante.

A válvula de consumo sempre deve estar em contato com a fase líquida de GLP, quando na posição de utilização por meio do tubo pescante. A válvula de consumo sempre deve ter acoplada a ela um engate macho e uma válvula contra excesso de fluxo. A válvula de consumo também pode ter a função de válvula de enchimento.

Pode-se dizer que as empilhadeiras são equipamentos muito versáteis para transportes interno. Destinam-se tanto à movimentação vertical como horizontal de materiais de praticamente todos os tipos, substituindo, com vantagens, talhas, pontes rolantes, monovias e também o próprio homem, pois realiza tarefas que ocupariam várias pessoas. Podem ser utilizadas nas mais variadas situações: em linhas de produção (alimentação de maquinas, movimentação de produtos de processo, produtos acabados ou matéria prima) e na armazenagem, (carga e descarga, colocação em estoque seleção de itens para expedição).

Assim, podem ser utilizadas para movimentação de paletes, bobinas, fardos, sacaria tubos ou toras, tambores peças volumosas, materiais quentes ou corrosivos, caçambas, contêiner ou corrosivos, caçambas, containers, contendores, etc. permitem elevadas alturas de armazenagem. As empilhadeiras podem ser classificadas quanto à forma de propulsão ou quanto ao posicionamento da carga.

Quanto à forma de propulsão, que significa o tipo de força que a empilhadeira usa para se movimentar. Quanto à forma de propulsão as empilhadeiras podem ser classificadas em motores a explosão ou elétricas. As com motores a explosão (tipos de combustíveis) podem ser a gás liquefeito de petróleo GLP que é um combustível com menor emissão de material particulado ou fumaça preta.

Mas, apesar de ser menos poluente, também necessita de catalisador para controle de gases em locais fechados. O GLP por já entrar gás no carburador tem maior rendimento que os outros combustíveis, sujando menos as velas de ignição e mantendo limpo por mais tempo o óleo do motor. As empilhadeiras com motores a gasolina podem ser transformadas facilmente em motores a GLP. Normalmente as empilhadeiras que são movidas a GLP também utilizam gasolina, em ambientes internos as empilhadeiras a gasolina necessitam de catalisador a fim de controlar a emissão de gases poluentes.

As empilhadeiras movidas a óleo diesel são próprias para serviços pesados. Emitem grande quantidade de poluentes gasosos e particulados (fumaça preta). É desaconselhável seu uso em ambientes fechados mesmo equipadas com catalisadores. As elétricas são utilizadas em ambiente onde queira evitar ruído, poluição do ar ou aquecimento. São apropriadas para ambientes fechados. São compactas, pois boa parte do contrapeso é a própria bateria. Normalmente necessitam pisos regulares.

O GLP, popularmente conhecido como gás de cozinha, é resultado da separação das frações mais leves do petróleo durante o refino. É composto de uma mistura de gases hidrocarbonetos – como propano (C3H8), propeno (C3H6), butano (C4H10) e buteno (C4H8), além de pequenas frações de outros hidrocarbonetos. Tem aplicabilidade como combustível por causa do alto poder calorífico, da excelente qualidade de queima, do fácil manuseio e do baixo impacto ambiental, além da facilidade de armazenamento e de transporte.

O GLP é um combustível gasoso à pressão e à temperatura ambientes, inflamável e naturalmente inodoro. Torna-se liquefeito apenas quando armazenado sob pressão. Para seu armazenamento, são utilizados recipientes fabricados em aço carbono, projetados para pressão de trabalho de até 17 kgf/cm², que são preenchidos com gás na fase líquida em até, no máximo, 85% de sua máxima capacidade. Na fase líquida, o GLP é menos denso do que a água e na fase gasosa, é mais denso do que o ar, portanto, em caso de vazamento, vai ocupar sempre os locais mais baixos (ralos, pisos, canaletas etc.).

Para que se possa identificar, com facilidade, qualquer vazamento, compostos a base de enxofre são adicionados em sua composição. Por suas características e aplicabilidade, mais de 90% da população brasileira dependem da distribuição de GLP todos os dias, seja em residências – na cozinha e no banho – ou em atividades ligadas à indústria, comércio, prestação de serviços ou agronegócio.

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