QUALIDADE – Notícias

20/04/2017

A especificação de superfícies internas para uso multiesportivo

Da Redação

A NBR 16589-1 de 02/2017 – Superfícies para áreas desportivas – Parte 1: Superfícies internas para uso multiesportivo – Especificação especifica os requisitos de execução, segurança e desempenho dos sistemas e produtos para revestimentos compostos de multicamadas; camadas superiores pré-fabricadas, produzidas in loco ou uma combinação de ambos para o uso em superfícies multiesportivas de ambientes internos. Esta norma se aplica às quadras poliesportivas multiuso cobertas, com finalidades esportiva e recreativa. Não se aplica à pratica de tênis, bem como à utilização extraesportiva (por exemplo, feiras e eventos).

As superfícies esportivas sofrem um complexo sistema de reações quando sujeitas a cargas dinâmicas. Os componentes desejados de interação são a deformação sob o peso, capacidade de absorver o impacto e a capacidade de restituir a energia deste impacto, por exemplo, a quantidade de energia restituída para o praticante da superfície que ele está utilizando. A aptidão da superfície de absorver o impacto é um aspecto de segurança fundamental. Os valores especificados são, inevitavelmente, um compromisso com estas características fundamentais. Superfícies esportivas reagem de maneira diferente diante de diversas temperaturas e condições de deformação, e tendem a se tornarem mais rígidas sob baixas temperaturas e mais flexíveis em altas temperaturas.

Um requisito importante para a segurança e prática do esporte, refere-se à aderência entre o pé do atleta e a superfície. A baixa aderência pode resultar em o atleta escorregar na superfície, enquanto muita aderência pode causar esforço excessivo das juntas e ligamentos musculares. As informações a respeito da resistência sob impacto repetitivo de pisos sintéticos podem ser encontradas conforme descrito no Anexo A. Em caso de utilização da superfície para outra atividade que não seja a indicada na Seção 1, o revestimento esportivo deve ser protegido. Quando realizado o ensaio pelo método conforme a BS EN 13036-4, utilizando borracha sob condição seca à temperatura de (23 ± 2) °C, o valor do ensaio do pêndulo deve estar entre 80 e 110, e nenhum resultado individual do ensaio deve diferir na média em mais de quatro unidades.

Para a absorção ao choque, os ensaios devem ser realizados em laboratórios onde: para pisos com deformação point elastic, deve-se utilizar o método de ensaio descrito conforme a BS EN 14904, com amostras de 0,40 m × 0,40 m; para pisos com deformação area elastic, deve-se utilizar o método de ensaio descrito conforme a DIN V 18032-2, com amostras de 1,50 m × 1,50 m; quando utilizado o método de ensaio laboral descrito conforme a BS EN 14808, com um mínimo de quatro ensaios mais um ensaio para cada 500 m² de área, a média de redução da força deve ser entre 15% e 75%, e nenhum resultado individual deve diferir da média em ± de cinco unidades; medições in loco podem possuir diferentes temperaturas e taxas de umidade, dependendo das condições do local; e a temperatura e a umidade relativa devem ser indicadas no laudo do ensaio. Informações relacionadas aos valores da absorção do choque e deformação vertical para pisos elásticos estão marcadas conforme descrito no Anexo B.

Quando realizado o método de ensaio descrito conforme a BS EN 14809, a deformação vertical não pode exceder 5,0 mm e 3,5 mm, para pisos sintéticos. Estes valores são laborais. Medições in loco podem possuir diferentes temperaturas e taxas de umidade, dependendo das condições do local. A temperatura e umidade relativa devem ser indicadas no laudo do ensaio. Informações relacionadas aos valores da absorção do choque e deformação vertical para pisos elásticos estão marcadas conforme descrito no Anexo B.

Quanto ao comportamento da bola na vertical, rebote da bola, os ensaios realizados em laboratório devem respeitar os seguintes requisitos: para pisos com deformação point elastic, deve-se utilizar o método de ensaio descrito na BS EN 14904, com amostras de 0,40 m × 0,40 m; para pisos com deformação area elastic, deve-se utilizar o método de ensaio descrito na DIN V 18032-2, com amostras de 1,50 m × 1,50 m. Os ensaios realizados in loco devem respeitar o seguinte: pelo método de ensaio descrito na BS EN 12235 utilizando uma bola de basquete, com um mínimo de quatro ensaios mais um ensaio para cada 500 m² de área, a média do rebote deve possuir altura superior ou igual a 90% da altura do rebote obtido no concreto e nenhum resultado individual deve diferir da média em ± três unidades.

Para a resistência a cargas rolantes, quando realizado este método de ensaio conforme BS EN 1569, a resistência mínima deve ser de 1.500 N, o puncionamento máximo deve ser de 0,5 mm sob uma régua de 300 mm e nenhum dano permanente deve ser observado após o ensaio. Esta propriedade é importante para garantir que a superfície não seja danificada por qualquer equipamento ou sistemas de arquibancadas móveis, que podem ser movidos sobre ela. Para a resistência à abrasão, para superfícies sintéticas, quando ensaiado pelo método de ensaio conforme a ISO 5470-1, utilizando rodas (H18) com carregamento de (1 kg), a perda máxima de massa a cada 1 000 ciclos deve ser de 1 000 mg.

Para superfícies que requerem aplicação de verniz para sua manutenção, quando realizado o método de ensaio conforme a ISO 5470-1, utilizando rodas (CS10) com carregamento de 500 g, a perda máxima de massa a cada 1.000 ciclos deve ser de 80 mg. Esta propriedade é importante para garantir uma expectativa de vida do produto ao uso, principalmente para áreas de maior uso, como, por exemplo, áreas em frente ao gol, que estão sujeitas à maior perda de material pela abrasão.

Para a reação ao fogo, o preparo da amostra para o ensaio deve ser conforme a BS EN 13501-1. As amostras devem realizar ensaios em um dos dois substratos padrão especificados para revestimentos na BS EN 13238, de acordo com a utilização final pretendida. A composição do produto, inclusive a presença de qualquer aditivo de retardo do fogo (se aplicável), deve ser declarada pelo fabricante previamente ao ensaio. Para o ensaio das amostras utilizando adesivo, o resultado é válido para o revestimento esportivo, com este adesivo ou adesivo genérico, na condição de utilização final. Para o ensaio das amostras sem o uso de adesivo, o resultado é válido para o revestimento esportivo com adesivo e sem adesivo, na condição de utilização final.

Os aspectos de durabilidade, quando requerido, as superfícies esportivas que contenham retardadores ao fogo estarão sujeitas ao procedimento de extração e limpeza laboratorial em spray, conforme descrito na ISO 11379, com as seguintes modificações. Limpar a amostra de ensaio três vezes, com um intervalo de 2 h e 15 min entre os ciclos, com cada ciclo de limpeza consistindo em dois tempos: para o primeiro tempo, utilizar a máquina com extrator e spray simultaneamente; para o segundo tempo, operar a máquina apenas para extração; executar o primeiro ciclo de limpeza com a solução de limpeza sob temperatura ambiente de (25 ± 10) °C, e o segundo e terceiro ciclos de limpeza com água sob temperatura ambiente sem a adição de quaisquer produtos químicos.

Caso seja solicitado um relatório do desempenho de reação ao fogo, o revestimento esportivo deve ser ensaiado e classificado de acordo com os requisitos e condições da BS EN 13501-1. O resultado deve ser reportado informando a classe e a subclasse. Caso não seja solicitado o relatório do desempenho de reação ao fogo, por exemplo, decide-se inserir um produto ou família de produtos no mercado com classificação Ffl. Nenhum ensaio é necessário para este produto ou família.

As superfícies esportivas não podem conter pentaclorofenol ou qualquer componente derivativo desta substância no processo de produção ou em suas matérias-primas. Em casos onde a verificação seja necessária, o requisito para aceitação do produto é que ele contenha menos de 0,1% de sua massa desta substância. O método de ensaio está descrito no Anexo C.

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