QUALIDADE – Notícias

30/03/2017

As propriedades do gesso na construção civil

Da Redação

O gesso vem sendo cada vez mais usado na construção civil, seja em revestimentos, rebaixamentos ou divisórias, o que deverá fazer com que aumente a procura por profissionais qualificados, É um material pulverulento (pó) branco, obtido pela calcinação de uma rocha chamada gipsita. O Brasil possui grandes reservas de gipsita, mas o aproveitamento do gesso na construção civil ainda é muito pequeno, comparado aos grandes países produtores de gesso, que são os Estados Unidos, Canadá e União Europeia, principalmente França e Espanha.

Quando usado em revestimentos, a espessura da camada de gesso deve ser pequena (embora possa atingir até 2cm, o ideal é em torno de 0,5cm), pois espessuras elevadas fazem-no trincar. Isso exige que seja aplicado em paredes e tetos bem regulares quanto à sua planeza. Se na superfície da parede ou teto estiver muito irregular é necessária aplicação do emboço antes do gesso, fazendo com que seu uso não se torne tão vantajoso. Também baixa resistência a choques, não devendo ser utilizado em áreas de tráfego intenso de pessoas ou cargas, como acontece, por exemplo, em áreas de circulação de prédios comerciais ou industriais. Seu uso é indicado para áreas internas residenciais ou de escritórios.

A NBR 12129 (MB3470) de 01/2017 – Gesso para construção civil – Determinação das propriedades mecânicas estabelece o método para determinação das propriedades mecânicas do gesso para construção, denominadas: a dureza; e a resistência à compressão.

Nessa norma, a dureza é definida como a profundidade de impressão de uma esfera, sob uma carga fixa, em corpo de prova e a resistência à compressão é a carga de ruptura em relação à área superficial de um corpo de prova. Já a aparelhagem necessária para a determinação da dureza deve incluir uma prensa de ensaio que permita a aplicação de uma carga fixa de (500 ± 5) N através de placas de área mínima de 2 500 mm2 e curso mínimo de 100 mm; um paquímetro com resolução máxima de 0,05 mm ou outro dispositivo que possa medir a profundidade de impressão com resolução máxima de 0,05 mm; uma esfera de aço duro de diâmetro (10,0 ± 0,5) mm; uma peneira com abertura de 2,0 mm.

A aparelhagem necessária para a determinação da resistência à compressão consiste em uma prensa de ensaio com capacidade de carga superior a 2 000 N, exatidão mínima de 200 N, placas de aplicação de carga de área mínima de 2 500 mm² e curso mínimo de 100 mm. Para a preparação da amostra, tomar uma quantidade de amostra de no mínimo 1 500 g, necessária à determinação das propriedades mecânicas, e passá-la através da peneira com abertura de 2,0 mm, com auxílio de um pincel. Os torrões que não foram desfeitos com o pincel, bem como as demais impurezas, retidos na peneira, devem ser descartados. Porém, antes disso, é necessário que sejam identificados e pesados, fazendo constar essas informações no relatório de ensaio.

Para a preparação dos corpos de prova, aplicar uma película de óleo lubrificante às partes do molde, ajustando-as firmemente, a fim de evitar vazamentos durante a moldagem. Calcular a massa de gesso necessária à formação de um volume de pasta suficiente para preenchimento do molde de três corpos de prova pela seguinte expressão: Mg= 480/0,4+C, onde Mg é amassa de gesso, expressa em gramas (g); e C é a razão água/gesso determinada para a consistência normal. Calcular a massa de água necessária à mistura pela seguinte expressão: Ma = Mg × C, onde Ma é a massa de água, expressa em gramas (g); e Mg é a massa do gesso, em gramas (g).

Colocar a massa de água, como especificado, em um recipiente impermeável, não reativo com o sulfato de cálcio, não absorvente e de 2 L de capacidade, aproximadamente. Polvilhar sobre a água, no período de 1 min, a massa de gesso calculada e deixar em repouso durante 2 min. Proceder à mistura de forma contínua, procurando desfazer os grumos de gesso e bolhas de ar. Esta operação deve durar 1 min. Transferir rapidamente a pasta para o molde, em duas camadas, batendo com uma espátula, de forma a evitar o aprisionamento de bolhas de ar. Após o início da pega do gesso, rasar e nivelar a superfície dos corpos de prova com uma espátula, sem, no entanto, alisar a superfície. Desmoldar após o completo endurecimento da pasta, que pode ser identificado pelo fim da fase exotérmica.

Para a determinação da dureza, como procedimento, selecionar a face inferior de moldagem e duas outras faces laterais opostas de cada corpo de prova para o ensaio de penetração. Posicionar o corpo de prova no centro de aplicação da carga com uma das superfícies selecionadas para cima. Posicionar a esfera na parte central desta superfície, a uma distância mínima de 20 mm das bordas, evitando-se eventuais bolhas ou falhas na superfície. Aplicar a carga de 50 N e aumentar, em 2 s, a carga para 500 N, mantendo-a por 15 s. Após este tempo, retirar a carga e medir a profundidade de impressão, com utilização de paquímetro.

Pode-se, também, conceituar que o gesso para construção civil é um material pulverulento (pó) branco, obtido pela calcinação de uma rocha chamada gipsita. Tem propriedades aglomerantes, isto é, depois de misturado com água, endurece depois de certo tempo, adquirindo características ligantes (de cola) e resistência. O uso do gesso na construção civil é conveniente por causa de propriedades que o fazem ser bastante utilizado na construção. Pela facilidade de moldagem, o que o faz um material excelente para fabricação de ornamentos utilizados como acabamentos e efeitos decorativos, como molduras e sancas.

Pela sua boa aparência, o gesso depois de endurecido apresenta superfície lisa e branca, dando ótimo acabamento, tanto em revestimentos de argamassa como em painéis ou adornos. Os revestimentos em gesso eliminam a necessidade de massa corrida na pintura, que precisa ser aplicada nos revestimentos com argamassa convencional. Com as boas propriedades térmicas e acústicas, é um isolante contra propagação de fogo e tem boa aderência à alvenaria e concreto, podendo ser utilizado como revestimento de paredes de alvenaria sem necessidade de aplicação de chapisco que é necessário para as argamassas convencionais. Entretanto, sua espessura deve ser pequena, exigindo paredes ou tetos regularizados.

O seu uso permite uma produtividade elevada, pois a aplicação dos revestimentos em gesso é mais rápida e fácil do que a das argamassas convencionais e seu tempo de cura é menor, fazendo com que se possa iniciar a pintura mais cedo. O custo do revestimento em gesso é inferior, quando comparado às argamassas convencionais mais a massa corrida. Entretanto, depende de disponibilidade local de material e mão de obra.

Segundo alguns especialistas, possui algumas desvantagens que limitam seu uso. Em contato com água pode se dissolver, o que faz com que não possa ser utilizado em áreas externas, sujeitas a chuvas. Pode, entretanto, ser usado em áreas internas úmidas, como banheiros, por exemplo, desde que convenientemente protegido. Quando usado em revestimentos, a espessura da camada de gesso deve ser pequena (embora possa atingir até 2 cm, o ideal é em torno de 0,5cm), pois espessuras elevadas fazem-no trincar.

Isso exige que seja aplicado em paredes e tetos bem regulares quanto à sua planeza. Se na superfície da parede ou teto estiver muito irregular é necessária aplicação do emboço antes do gesso, fazendo com que seu uso não se torne tão vantajoso. O gesso tem também baixa resistência a choques, não devendo ser utilizado em áreas de tráfego intenso de pessoas ou cargas, como acontece, por exemplo, em áreas de circulação de prédios comerciais ou industriais. Seu uso é indicado para áreas internas residenciais ou de escritórios. Sua plasticidade permite produzir formas especiais e elementos diferenciados. Além de manter equilibrada a umidade do ar em áreas fechadas devido à sua facilidade em absorver água.

O revestimento de gesso é o recobrimento de superfícies, paredes e tetos, com pasta ou argamassa de gesso confeccionado in loco. É uma técnica usada com a finalidade de eliminar as ondulações nas emendas das placas de gesso ou dar acabamento em paredes e tetos de alvenaria. O revestimento com gesso é particularmente recomendado para superfícies internas e secas, já que a umidade e a água permanentes alteram as características do gesso.

As divisórias de gesso são versáteis, removíveis, proporcionam conforto acústico, pela capacidade de isolar os sons, e térmico, além de serem tão resistentes quanto as paredes de alvenaria. Tendo aspecto real de paredes de alvenaria revestidas com gesso e os cones internos (câmaras acústicas) podem servir de passagem de tubulações hidráulicas, elétricas e telefônicas.

Pode-se destacar, ainda, o uso do gesso acartonado em divisórias leves devido a sua leveza, estrutura e flexibilidade. Bem versáteis e geralmente leves, conforme a estrutura de suporte das placas, elas permitem usos variados. No exterior, as placas citadas podem ser substituídas por outras de gesso reforçado com fibra de vidro, que têm espessuras e massas específicas semelhantes aos anteriores, porém com resistências mecânicas muito superiores, principalmente a resistência ao impacto. Estes novos tipos de placas melhoram consideravelmente o desempenho estrutural das divisórias.

Os forros de gesso, além de decorar o ambiente, podem resolver os problemas de vigas aparentes e rebaixamentos de um modo geral. Suas características de resistência ao fogo, melhor isolamento termoacústico, economia e rapidez na instalação, fazem com que o forro de gesso seja superior aos demais. O uso do gesso na arquitetura de interiores poderá ter até duas funções, a decorativa com molduras, frisos, florões, sancas, cimalhas, iluminação embutida, revestimentos de colunas, frentes de lareira, capteis, além de perfis e bordas de janelas e portas e rebaixamento de teto, aí não só pela sua função estética, mas também, muitas vezes, pela necessidade de se esconder uma tubulação hidrossanitária aparente no teto.

O gesso acartonado é produzido a partir do processo de fabricação da mistura do gesso com a água e aditivos para moldagem, posteriormente as chapas recebem uma camada de papel cartão de cada lado, na sequencia, uma guilhotina corta as chapas nas dimensões necessárias. O minério gipsita é a matéria prima utilizada na fabricação do gesso acartonado, sendo extraído das jazidas e introduzido ao processo produtivo através de um equipamento chamado tremonha.

O drywall é um sistema de vedação vertical cujo significado na origem da palavra é: dry = seco e wall = parede. As vedações verticais em gesso acartonado (drywall) podem ser definidas como um sistema constituído por perfis de chapas de aço galvanizado e placas de gesso acartonado, fixadas por meio de parafusos especiais. A execução das paredes é constituída por uma estrutura leve em perfis metálicos de aço galvanizado, como montantes e guias, sobre os quais são fixadas as chapas de gesso acartonado que são montadas em ambos os lados das estruturas metálicas e por sua vez, são fixadas na estrutura principal da edificação.

Enfim, o gesso aplicado na parede em forma de pasta, tem o acabamento em superfície branca que é facilmente coberta por pintura, dispensando a aplicação da massa corrida, que se faz necessária quando a tinta é aplicada sobre parede com argamassa. Ele endurece rapidamente, encurtando o período de aplicação e o acabamento com a pintura. Pode ser aplicado sobre concreto, blocos, tijolos e drywall, dispensando a aplicação de chapisco e reboco.

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