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08/09/2017 17:44

A qualidade na sinalização viária

Da Redação

 

As placas de sinalização sem conservação ou com conservação precária perdem sua eficácia como dispositivos de controle de tráfego, podendo induzir ao desrespeito e dificultar a ação fiscalizadora do órgão ou entidade executivo de trânsito. As placas de sinalização devem ser mantidas na posição apropriada, sempre limpas e legíveis. Devem ser tomados cuidados especiais para assegurar que vegetação, mobiliário urbano, placas publicitárias e materiais de construção não prejudiquem a visualização da sinalização, mesmo que temporariamente.

Confirmada em junho de 2017, a NBR 14891 de 07/2012 - Sinalização vertical viária — Placas estabelece diretrizes para o uso de materiais no projeto e implantação de placas de sinalização vertical viária.

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Como deve ser feita a utilização dos tipos de películas?

O que é retrorrefletividade residual mínima?

Como deve ser feita a fixação das placas?

Como deve ser realizado o posicionamento da placa em uma reta?

Pode-se definir as placas com os dispositivos para controle de trânsito, onde o meio de comunicação está na vertical, ao lado ou sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter permanente, mediante símbolos e/ou legendas preestabelecidos e legalmente instituídos, visando regulamentar, advertir ou indicar quanto ao uso das vias pelos veículos e pedestres da forma mais segura e eficiente. Já a sinalização vertical inclui os sinais de trânsito montados sobre suportes e dispostos no plano vertical, ao lado ou suspensos sobre a via fixos ou móveis, por meio dos quais se dão avisos oficiais, através de legendas ou símbolos legalmente instituídos, com o propósito de regulamentar, advertir, indicar ou educar quanto ao uso das vias da forma mais segura e eficiente. Quando forem mensagens de caráter permanente, definem-se como placas. Quando forem mensagens variáveis, definem-se como painéis de mensagens variáveis.

As placas podem ser: luminosas: dotadas de iluminação própria, interna (tipo back light); iluminadas: dotadas de iluminação externa, incidente; pintadas: placas cujo fundo, legendas, símbolos e tarjas são pintados com tinta apropriada, utilizadas exclusivamente para pedestres e ciclovias fora da via principal; d) retrorrefletivas: revestidas com películas que retrorrefletem os raios luminosos incidentes dos faróis dos veículos, devendo apresentar a mesma visibilidade, forma e cor durante o dia e noite. O uso de cada tipo de película de acordo com a NBR 14644 deve seguir o padrão de utilização de acordo com o posicionamento do sinal.

A eficiência da sinalização vertical está diretamente relacionada à: colocação correta do sinal no campo visual; compreensão rápida e eficaz da informação do sinal por parte do usuário; clareza da mensagem transmitida; legibilidade da informação; correta manutenção. Para que estas exigências sejam alcançadas, deve-se considerar no projeto de sinalização a combinação das características físicas da via com o dimensionamento, cores, tipos e formas das fontes a serem utilizadas na confecção da sinalização vertical. As legendas, os tamanhos e o espaçamento de letras devem seguir os padrões utilizados na diagramação de legendas para sinais de tráfego.

Isto é necessário para que seja respeitada a distância mínima de legibilidade e reação, de acordo com cada via, também conhecida como distância crítica, quando as legendas forem lidas em períodos diurnos ou noturnos. A sinalização vertical composta de películas retrorrefletivas deve seguir o padrão de utilização dessas películas em função do posicionamento do sinal na via terrestre, para que os sinais possam ser claramente lidos pelos usuários. Esse padrão baseia-se na legibilidade dos sinais em função do tipo de película refletiva utilizada e luminância da placa de acordo com o seu posicionamento.

A implantação dos sinais deve ser tal que eles estejam dentro do campo de visão do usuário, de forma a chamar mais rapidamente a atenção, permitindo maior tempo para resposta a eles. A colocação dos sinais deve ser tal que preencha as necessidades do tráfego de maneira uniforme e contínua. A manutenção deve ser feita de modo a preservar a legibilidade e visibilidade das placas (manutenção preventiva) em função da queda da retrorrefletividade das películas, cuja medição deve ser realizada por um órgão competente, ou deve ser feita com a remoção ou substituição daquelas placas que se tornaram desnecessárias ou conflitantes (manutenção corretiva).

Para melhor legibilidade dos sinais indicativos, deve ser respeitado o contraste de retrorrefletividade entre fundo e legenda de mínimo 4:1. Isto é necessário para que as legendas sejam claramente lidas pelos usuários. Esta taxa de contraste deve ser respeitada desde a confecção do sinal até o final da sua vida útil. Caso esta taxa seja inferior a 4:1 durante qualquer período de sua vida útil, o sinal deve ser substituído.

Para as placas de sinalização vertical devem ser utilizados os materiais normalizados referentes a: películas (NBR 14644); chapa plana de aço zincado (NBR 11904); chapa plana de poliéster reforçado com fibra de vidro (NBR 13275); placa de material melamínico-fenólico de alta pressão (NBR 15649); placa de alumínio 5052 (NBR ISO 209 e NBR 7823); e outros materiais que tenham ou que venham a ter normas específicas para sinalização. Ainda que a padronização da localização das placas nem sempre possa ser obtida na prática, a regra geral consiste em colocar as placas no lado direito do sentido do tráfego que devem orientar.

Em certas circunstâncias, como no caso de uma pista de faixas múltiplas de tráfego, no mesmo sentido, em que a visão dos condutores nas faixas centrais e à esquerda pode ser prejudicada pelos veículos na faixa mais à direita, as placas devem ser colocadas também no lado esquerdo da pista ou sobre ela (sinalização aérea). As placas devem ser colocadas em posição vertical, fazendo um ângulo de 93° a 95° com o eixo da via, a fim de não prejudicar a legibilidade do sinal. No caso de curvas, no entanto, a determinação desse ângulo de colocação da placa deve levar em consideração o ponto de legibilidade dos condutores no fluxo de aproximação do sinal e também deve ser respeitado o ângulo de 93° a 95° de colocação da placa. (veja a figura abaixo)

 

 

As placas de regulamentação de proibição de estacionamento e de parada devem ser colocadas formando um ângulo de no mínimo 60° com o sentido do fluxo. Sempre que possível, é recomendável que as placas de sinalização sejam montadas individualmente, utilizando-se postes distintos. Pode-se colocar as placas em suportes existentes usados para outros fins (postes de iluminação, suportes para semáforos, etc.), assim como em viadutos, pontes, passarelas e túneis, observada a altura para passagem dos veículos.

Nas vias rurais, as placas não podem ser colocadas a menos de 50 m uma da outra, a não ser que o espaço existente seja muito limitado, visto que a leitura de placas adjacentes é difícil, especialmente quando são desenvolvidas altas velocidades, devido ao tempo necessário para a “percepção-reação” dos condutores. Nestes casos admite-se mais de uma placa no mesmo suporte, limitadas a duas no caso de placas de regulamentação e/ou advertência. Os sinais suspensos em bandeiras ou pórticos são recomendados, especialmente quando: o volume de trânsito estiver próximo à capacidade da via; houver necessidade do controle do trânsito por faixas individuais; a distância de visibilidade lateral for restrita, impedindo a percepção de placas de solo, seja à direita e/ou à esquerda da via.

Dessa forma, pode-se dizer que a sinalização vertical é um subsistema da sinalização viária, que se utiliza de sinais apostos sobre placas fixadas na posição vertical, ao lado ou suspensas sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter permanente ou, eventualmente, variável, mediante símbolos e/ou legendas preestabelecidas e legalmente instituídas. A sinalização vertical tem a finalidade de fornecer informações que permitam aos usuários das vias adotar comportamentos adequados, de modo a aumentar a segurança, ordenar os fluxos de tráfego e orientar os usuários da via.

A sinalização vertical é classificada segundo sua função, que pode ser de: regulamentar as obrigações, limitações, proibições ou restrições que governam o uso da via; advertir os condutores sobre condições com potencial risco existentes na via ou nas suas proximidades, tais como escolas e passagens de pedestres; indicar direções, localizações, pontos de interesse turístico ou de serviços e transmitir mensagens educativas, dentre outras, de maneira a ajudar o condutor em seu deslocamento. Os sinais possuem formas padronizadas, associadas ao tipo de mensagem que pretende transmitir (regulamentação, advertência ou indicação).

A sinalização vertical de regulamentação tem por finalidade transmitir aos usuários as condições, proibições, obrigações ou restrições no uso das vias urbanas e rurais. Assim, o desrespeito aos sinais de regulamentação constitui infrações, previstas no capítulo XV do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Pelos riscos à segurança dos usuários das vias e pela imposição de penalidades que são associadas às infrações relativas a essa sinalização, os princípios da sinalização de trânsito devem sempre ser observados e atendidos com rigor.

As proibições, obrigações e restrições devem ser estabelecidas para dias, períodos, horários, locais, tipos de veículos ou trechos em que se justifiquem, de modo que se legitimem perante os usuários. É importante também que haja especial cuidado com a coerência entre diferentes regulamentações, ou seja, que a obediência a uma regulamentação não incorra em desrespeito à outra. Os materiais mais adequados para serem utilizados como substratos para a confecção das placas de sinalização são o aço, alumínio, plástico reforçado e madeira imunizada. Os materiais mais utilizados para confecção dos sinais são as tintas e películas. As tintas utilizadas são: esmalte sintético, fosco ou semifosco ou pintura eletrostática. As películas utilizadas são: plásticas (não retrorrefletivas) ou retrorrefletivas dos seguintes tipos: de esferas inclusas, de esferas encapsuladas ou de lentes prismáticas, a serem definidas de acordo com as necessidades de projeto.

Os suportes devem ser fixados de modo a manter rigidamente as placas em sua posição permanente e apropriada, evitando que sejam giradas ou deslocadas. Para fixação da placa ao suporte devem ser usados elementos fixadores adequados de forma a impedir a soltura ou deslocamento da mesma. Os materiais mais utilizados para confecção dos suportes são aço e madeira imunizada.

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