Artigos

10/08/2017 05:53

A qualidade de vigotas e pré-lajes

Da Redação

 

Confirmada em junho de 2017, a NBR 15522 de 09/2007 - Laje pré-fabricada - Avaliação do desempenho de vigotas e pré-lajes sob carga de trabalho especifica um método de ensaio para a verificação do desempenho de vigotas e pré-lajes utilizadas em lajes pré-fabricadas unidirecionais e bidirecionais, sob cargas de trabalho, objetivando garantir sua integridade estrutural durante a etapa de concretagem da laje. Os elementos de enchimento devem ser ensaiados conforme o Anexo C da NBR 14859-1:2002.

Acesse algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como se faz o cálculo de F1 e F2 para momentos positivos?

Como se faz o cálculo de F2 para momentos negativos?

O dispositivo de reação do ensaio deve ter dois apoios compostos por duas réguas metálicas, dispostas em paralelo, cada uma com largura de 25 mm e comprimento necessário para garantir o contato em toda a largura da peça a ser ensaiada, sendo estruturadas de forma a não apresentar deformação significativa durante o carregamento estabelecido para o ensaio. O conjunto, configurado como um plano horizontal e com o afastamento entre apoios previsto no ensaio, deve ser posicionado à altura adequada, de forma a permitir a visualização da face inferior do corpo-de-prova durante a execução do ensaio.

A aplicação da carga deve ser feita por uma régua metálica com características idênticas às dos apoios, nivelada e acoplada a equipamento que permita o seu carregamento controlado. Para evitar possível esmagamento do concreto nos pontos de carregamento e reação entre a peça de concreto a ser ensaiada e os dispositivos de carga, devem ser interpostas nesses pontos tiras de madeira com a mesma largura e comprimento das réguas metálicas, com altura de 15 mm e dureza correspondente à do cerne do eucalipto. Quando o dispositivo de carga apresentar peso próprio, este não deve ser superior a 0,5 F1 ou 0,5 F2.

O sistema de medição de flechas, que pode ser analógico ou digital, deve apresentar precisão mínima de 0,1 mm. Para carregamentos inferiores a 10 kN, as réguas metálicas podem ser substituídas por barras de seção circular com diâmetro de 25 mm. Um dispositivo completo para este ensaio é sugerido no anexo A. O ensaio deve ser executado em duas etapas, onde verificam-se os deslocamentos verticais (flechas) e a resistência à flexão, provocados pelas cargas atuantes sobre as peças pré-fabricadas na fase de lançamento do concreto complementar.

O ensaio consiste em carregar os corpos-de-prova nos seus planos normal e inverso, de forma a simular, com carregamentos simples, os momentos fletores e forças cortantes que podem ser gerados pela carga de trabalho, considerando-se a situação dos apoios durante a fase de montagem e concretagem. O corpo de prova deve ser obtido a partir de peças de produção do lote a ser ensaiado e consiste em um segmento de vigota cortado com disco diamantado ou similar, de forma a apresentar um comprimento total de L + 200 mm, desprezando-se sempre os 100 mm das extremidades, salvo nos casos em que não seja usado cimbramento.

A idade da solicitação do corpo de prova, quando da realização do ensaio, deve ser igual àquela prevista pelo fabricante para o lançamento do concreto complementar. Os corpos de prova devem ser mantidos ao abrigo das intempéries, por no mínimo 48 h antes da realização do ensaio. Para o procedimento de ensaio, no plano normal – momento positivo, sobre os apoios do dispositivo de reação, afastados entre si de L, colocar e centralizar o corpo-de-prova, com o banzo superior na sua posição normal, sendo então feita a leitura inicial da flecha.

Quando for utilizado dispositivo de carregamento dotado de peso próprio, deve-se proceder à sua montagem, de forma que a carga seja aplicada no meio do vão. Carregar gradualmente o corpo de prova, a uma velocidade menor ou igual a 20 N/s, até que se atinja o maior valor definido pelas fórmulas. Quando o dispositivo de carga aplicar o seu peso próprio parcial ou integralmente sobre o corpo-de-prova, este deve ser considerado na determinação dos valores de F1 e F2. Durante o carregamento, quando não for utilizado um sistema contínuo de registro de leitura da flecha, devem ser feitas pelo menos dez leituras de flecha, adequadamente espaçadas, de forma a poder ser traçada uma curva carga/deslocamento.

Para o plano normal – força cortante, sobre os apoios do dispositivo de reação, afastados entre si de L, colocar e centralizar o corpo-de-prova, com o banzo superior na sua posição normal, sendo então feita a leitura inicial da flecha. Quando for utilizado dispositivo de carregamento dotado de peso próprio, deve-se proceder à sua montagem, de forma que a carga seja aplicada a 300 mm de um dos apoios. Carregar gradualmente o corpo-de-prova, a uma velocidade menor ou igual a 20 N/s, até que se atinja o maior valor definido pelas fórmulas. Quando o dispositivo de carga aplicar o seu peso próprio parcial ou integralmente sobre o corpo-de-prova, este deve ser considerado na determinação dos valores de F1 e F2. Durante o carregamento, quando não for utilizado um sistema contínuo de registro de leitura da flecha, devem ser feitas pelo menos dez leituras de flecha, adequadamente espaçadas, de forma a poder ser traçada uma curva carga/deslocamento.

Para o plano inverso – momento negativo, sobre os apoios do dispositivo de reação, afastados entre si de L, colocar e centralizar o corpo-de-prova, com o banzo superior na sua posição inversa, sendo então feita a leitura inicial da flecha. Quando for utilizado dispositivo de carregamento dotado de peso próprio, deve-se proceder à sua montagem, de forma que a carga seja aplicada no meio do vão. Carregar gradualmente o corpo de prova, a uma velocidade menor ou igual a 20 N/s, até que se atinja o maior valor definido pelas fórmulas. Quando o dispositivo de carga aplicar o seu peso próprio parcial ou integralmente sobre o corpo-de-prova, este deve ser considerado na determinação dos valores de F1 e F2. Durante o carregamento, quando não for utilizado um sistema contínuo de registro de leitura da flecha, devem ser feitas pelo menos dez leituras de flecha, adequadamente espaçadas, de forma a poder ser traçada uma curva carga/deslocamento.

Para o balanço – momento negativo, sobre os apoios do dispositivo de reação, afastados entre si de 2LB, colocar e centralizar o corpo de prova, com o banzo superior na sua posição normal, sendo então feita a leitura inicial da flecha. Quando for utilizado dispositivo de carregamento dotado de peso próprio, deve-se proceder à sua montagem, de forma que a carga seja aplicada no meio do vão. Carregar gradualmente o corpo-de-prova, a uma velocidade menor ou igual a 20 N/s, até que se atinja o maior valor definido pelas fórmulas. Quando o dispositivo de carga aplicar o seu peso próprio parcial ou integralmente sobre o corpo-de-prova, este deve ser considerado na determinação dos valores de F1 e F2. Durante o carregamento, quando não for utilizado um sistema contínuo de registro de leitura da flecha, devem ser feitas pelo menos dez leituras de flecha, adequadamente espaçadas, de forma a poder ser traçada uma curva carga/deslocamento.

Para o balanço – força cortante, sobre os apoios do dispositivo de reação, afastados entre si de 2LB, colocar e centralizar o corpo de prova, com o banzo superior na sua posição normal, sendo então feita a leitura inicial da flecha.

Quando for utilizado dispositivo de carregamento dotado de peso próprio, deve-se proceder à sua montagem, de forma que a carga seja aplicada a 300 mm de um dos apoios. Carregar gradualmente o corpo de prova, a uma velocidade menor ou igual a 20 N/s, até que se atinja o maior valor definido pelas fórmulas. Quando o dispositivo de carga aplicar o seu peso próprio parcial ou integralmente sobre o corpo-de-prova, este deve ser considerado na determinação dos valores de F1 e F2. Durante o carregamento, quando não for utilizado um sistema contínuo de registro de leitura da flecha, devem ser feitas pelo menos dez leituras de flecha, adequadamente espaçadas, de forma a poder ser traçada uma curva carga/deslocamento.

Com base nos ensaios prescritos por esta norma, pode-se estabelecer o desempenho geral da vigota pela execução de no mínimo seis ensaios, levados até o Estado Limite Último (ruptura), cada um com pelo menos dez leituras e intervalos de carga aproximadamente iguais a 10% da diferença entre o maior valor de F2 e o menor valor de F1. Estabelecido o valor médio, devem ser descartados os valores dos exemplares que apresentarem, em relação a ele, variação de mais ou menos 10 %. Os exemplares restantes devem corresponder a pelo menos 75 % do total de exemplares ensaiados. Se esse percentual for menor, toda a amostra deve ser descartada, procedendo-se à nova coleta e ensaio.

Se o percentual de exemplares restantes for igual ou maior que 75 %, os valores utilizados para fins de aceitação devem ser aqueles dentro do intervalo obtido no ensaio dos exemplares considerados no cálculo. O lote deve ser aceito para utilização quando: todos os exemplares apresentarem para o carregamento F1 flechas com valores menores que 5 mm para vãos até 1 500 mm ou flechas com valores menores que L/300 para vãos maiores que 1 500 mm; nenhum dos exemplares apresentar fissuração maior que o previsto, desagregação do concreto ou deformação visível na armadura metálica, até ser atingido o carregamento F2. No caso de não atendimento dos critérios de aceitação, o lote deve ser rejeitado.

O relatório do ensaio deve apresentar as seguintes informações: referência a esta norma; marca e nome do fabricante e unidade de produção; solicitante do ensaio; características do material ensaiado; data de fabricação informada pelo fabricante; identificação do lote pelo fabricante; data do ensaio; resultados individuais de cada ensaio (valores de F1 e F2 considerados e Li, LF1 e LF2); indicação da carga recomendada (opcional); distância entre os apoios; indicação de contra flecha (se houver).

voltar