QUALIDADE – Artigos

17/05/2018

Meio ambiente, a hora de agir é agora!

Por Deivison Pedroza

Desde que o homem foi à lua pela primeira vez, uma belíssima imagem registrada firmou-se em nossa memória sobre como é o planeta em que vivemos: uma vívida esfera azul, que brilha na imensidão do espaço.

Nos últimos anos a população mundial chegou a 7 bilhões. A economia passou de 2,3 trilhões para 29 trilhões de dólares e a produção industrial aumentou sete vezes, enquanto o consumo de água, de carne, de lenha e de grãos triplicou, o de combustíveis fósseis quadruplicou e o de papel sextuplicou.

Como consequência, o efeito estufa já aumentou cerca de 16% desde a revolução industrial; a Antártida já perdeu 7000 km2; e estão em extinção cerca de 11% das 8.615 espécies de pássaros, 25% das 4.355 espécies de mamíferos e 34% de todas as espécies de peixes.

Hoje presenciamos a aceleração do aquecimento global, provocando a mudança climática e, consequentemente, a formação de furações, tufões, enchentes e a morte de milhares de pessoas. As geleiras estão diminuindo, os oceanos estão mais quentes, os animais estão mudando seu habitat natural e os níveis de dióxido de carbono são os mais altos dos últimos 420 mil anos. Se continuarmos assim, é bem provável que nossa geração não chegue até o final deste século.

Por isso, o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade do meio ambiente e da saúde humana são temas que passaram a preocupar cada vez mais a população mundial e provocar uma importante transformação política e social nas organizações.

Ainda no início do século XX, qualquer tipo de preocupação com o meio ambiente ou as formas de produção era praticamente inexistente. Até 1950, quando a população mundial era de 2,5 bilhões de pessoas e a regra era produzir cada vez mais (FORDISMO), questões como segurança, meio ambiente, responsabilidade e qualidade ainda eram temas irrelevantes, quase nulos.

Foi somente na era do Toyotismo, entre 1950 e 1987, que apareceram os primeiros indícios do controle do processo de produção, o que deu início à ERA DA GESTÃO e da Qualidade Total. Nos países desenvolvidos, principalmente os da Europa, já é comum pessoas optarem por adquirir produtos ecologicamente corretos, obtidos através de processos não poluentes, geradores de mínima poluição ou recicláveis/reaproveitáveis, mesmo que estes custem um pouco mais caro.

Por isso, organizações de todos os tipos e tamanhos, cada vez mais, estão com as atenções voltadas para os aspectos e impactos ambientais potenciais de suas atividades, produtos ou serviços. Isso fez com que o desempenho ambiental de uma organização tenha se transformado em fator decisivo para sua sobrevivência e competitividade no mercado, além de ser relevante para todas as partes interessadas, sejam internas (empregados) ou externas (fornecedores, clientes, comunidade, governo, concorrentes, entre outros).

Para que esse desempenho seja satisfatório, porém, é necessário que a Alta Administração de uma organização tenha o compromisso de promover a melhoria contínua de seu Sistema de Gestão Ambiental (SGA), pois, é ele que propicia a ordem e consistência na administração das questões ambientais, através da previsão, priorização e distribuição de recursos (humanos, financeiros, materiais), atribuição de responsabilidades e avaliação contínua de suas atividades. Isso porque, o desenvolvimento de um SGA é um processo contínuo e interativo.

A estrutura, as responsabilidades, as práticas, os procedimentos, os processos e os recursos para implementação de políticas, objetivos e metas ambientais podem ser coordenados com os esforços existentes em todas as áreas da organização, sejam operacionais, administrativas, financeiras, de qualidade, de saúde ocupacional, de segurança ou serviços gerais. Isso faz com que a gestão ambiental se torne parte integral da administração geral de uma organização.

Assim, como qualquer tipo de organização – de todo tamanho e tipo de atividade, desde o "botequim da esquina" até uma gigante multinacional – pode implantar um SGA e certificá-lo de acordo com os requisitos da norma NBR ISO 14001, as empresas passaram a ter uma nova visão de sustentabilidade, que volta o seu olhar para o crescimento alicerçado pelo uso racional dos recursos naturais e pelo cumprimento de sua obrigação social e ambiental.

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