Leonardo Basílio, diretor da Learn Business Consultoria
“Já em Gênesis 7:14, existe a citação ‘Eles, e todo o animal conforme a sua espécie, e todo o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil que se arrasta sobre a terra conforme a sua espécie, e toda a ave conforme a sua espécie, pássaros de toda Qualidade’. No Brasil estamos comemorando 20 anos de certificação, porém é inevitável falar em certificação sem antes falar em qualidade, a palavra Qualidade já era citada há milhares de anos, o que nos faz refletir que ainda temos muito para aprender com ela. No princípio, a palavra Qualidade tinha o significado de diversidade; no entanto, ao longo do tempo começou a ganhar um novo significado e é hoje uma das principais estratégias competitivas nas diversas empresas e nos diversos setores. A Qualidade de um produto ou serviço pode ser olhada por meio de duas óticas: a do produtor e a do cliente. Do ponto de vista do |
produtor, a Qualidade se associa à concepção e produção de um produto que vá ao encontro às necessidades do cliente. Do ponto de vista do cliente, a Qualidade está associada à utilidade reconhecida do produto. A evolução da Qualidade não foi apenas na palavra, os clientes também evoluíram, e passaram a exigir maior Qualidade dos produtos e requisitos que atendam às suas necessidades específicas. Muitas empresas têm nos procurado para traduzir estas necessidades específicas, seja para implantação de normas, treinamentos, auditorias, seja para atender às normas específicas de uma determinada empresa. Vimos, também, ao longo do tempo, empresas que acabam engessadas, presas ao sistema estabelecido pela assessoria que fará a implantação de uma norma. Isso ocorre devido ao fato de não realizarem uma pesquisa minuciosa no momento da escolha de quem fará a prestação desse serviço. Temos recebido muitos chamados para adequar essas empresas, e quando adequamos o sistema à realidade de cada uma observamos “um sistema que funciona”, como os clientes costumam dizer. Aqueles que acompanharem a evolução da qualidade sempre estarão um passo a frente de seus concorrentes, essa evolução da Qualidade muito tem cooperado para aperfeiçoamento e melhoria nas empresas no Brasil.” |
Venilton Walter Manochio, diretor da Quality Supply Assessoria
“Comecei a atuar profissionalmente praticamente no mesmo tempo que a revista iniciava suas atividades como estagiário de engenharia da qualidade em 1984 com peças automotivas para componentes estruturais, rodas, peças fundidas e, posteriormente, com pneus. E como de praxe, para a conclusão do curso de engenharia precisava de um estágio. Na época aceitaria qualquer área e a qualidade me pareceu ser atraente pelas mudanças que pretendiam introduzir no gerenciamento das organizações. Era o começo, por exemplo, da difusão dos 14 Princípios de Deming que passavam a ganhar respeito e com os conceitos de uma gestão participativa na solução de problemas. Tive sorte em estagiar |
em qualidade automotiva e na época em que o gerenciamento ocidental passava a adotar os conceitos japoneses de manufatura. E foi a área automotiva que difundiu mais apropriadamente na cadeia de fornecimento os princípios que norteavam o destaque japonês na manufatura. Esses conceitos de gestão da qualidade desenvolvidos há 40 anos pela administração americana com destaque aqui para Juran e Deming, haviam sido assimilados exemplarmente pela administração japonesa com destaque inegável para as contribuições do Dr. Kaoru Ishikawa no pós-guerra. Foi nesse momento da história que as montadoras americanas perceberam que a ameaça era real. Perceberam que, se não mudassem o jeito de operar o negócio e não desenvolvessem sua cadeia de fornecimento não conseguiriam obter os níveis de qualidade dos japoneses. E um dos pilares da mudança era de que a prevenção de falhas ao invés da detecção que deveria ser enfocada. Que fazer certo da primeira vez era a tônica. Que envolver o operador com a qualidade do seu trabalho era a chave para a competitividade. Que produzir de uma maneira enxuta era a chave para um melhor gerencia- |